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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Leituras do Enem: escritores brasileiros.

O que cai no Enem em Literatura? Veja as dicas, onde não há leituras obrigatórias.


“Sem leituras obrigatórias, Enem cobra escritores brasileiros
19 de julho de 2011 09h00


Conhecer os escritores brasileiros é dica de professor para se dar bem nas questões que envolvem literatura no Enem. Foto: Getty Images
Conhecer os escritores brasileiros é dica de professor para se dar bem nas questões que envolvem literatura no Enem
Foto: Getty Images
Apesar de não cobrar leitura obrigatória, diferente da maioria dos vestibulares do País, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige que o aluno tenha conhecimentos sobre obras de escritores brasileiros, principalmente sobre literatura no período do Modernismo.
A maioria das questões referentes à literatura estão na parte de Código de Linguagens e suas Tecnologias, mas algumas também podem aparecer nas Ciências Humanas e suas Tecnologias. Uma das características da literatura no Enem é cobrar apenas escritores brasileiros, o que elimina parte dos conteúdos exigidos em outros vestibulares, como é o caso da literatura portuguesa, na figura de Camões.
Professor de Português e Literatura do cursinho Anglo, de São Paulo, Eduardo Calbucci salienta que a prova sempre deu ênfase ao período modernista, movimento iniciado na primeira metade do século 20 e que tem como principal marco a realização da Semana de Arte Moderna.
Ao apontar os autores mais valorizados pelo exame, Calbucci cita Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade, porém ele alerta que não é necessário os estudantes lerem todas as obras e se aprofundarem muito. "O que precisa ter é familiaridade com as características do Modernismo, até porque não adianta conhecer a fundo os livros, pois a prova não vai pedir alguma questão específica", explica.
Segundo o professor, nas questões envolvendo literatura, existem três modelos de perguntas que são mais frequentes no Enem. O primeiro consiste em analisar um poema e compreender o texto literário, para indicar sobre o que está tratando o exemplo. O segundo apresenta o poema de um autor para que o aluno analise e identifique suas principais características.
O Enem também pede para o aluno relacionar dois textos: o literário e uma crítica feita por um especialista. "Nesse caso, podemos ter um crítico falando sobre como Machado de Assis conversava com o leitor, a partir daí, o aluno terá que identificar, na obra, onde isso está indicado", exemplifica o professor. Para Calbucci, é fundamental rever as provas anteriores para saber como elas são, pois assim a pessoa vai estar preparada para o Enem desse ano, que ocorre nos dias 22 e 23 de outubro. "O exame é caracterizado pela previsibilidade, não ocorrem grandes mudanças nas perguntas de um ano para o outro, assim o estudante já vai para o Enem com alguma noção", afirma. “
Fonte:

http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/noticias/0,,OI5248695-EI8398,00-Sem+leituras+obrigatorias+Enem+cobra+escritores+brasileiros.html

sábado, 11 de junho de 2011

Iracema Resumo do Livro

Iracema nascimento de uma nacionalidade
Uma grande história de amor é tema de "Iracema", de José de Alencar.
O texto de "Iracema" é muito breve, com cerca de 80 páginas nas edições mais recentes. Mas o enredo criado por José de Alencar é repleto de aventuras e peripécias, bem ao gosto do Romantismo, escola literária a que pertence a obra.
Os personagens principais são o guerreiro branco Martim Soares Moreno e Iracema, a deslumbrante virgem, filha do pajé Araquém, da tribo dos tabajaras. A narrativa é simbólica e mostra o cruzamento do europeu e do índio, com o nascimento do brasileiro.
Nesse sentido, a obra é uma expressão do Indianismo que caracterizou a primeira fase do Romantismo no Brasil.

Iracema

 
clip_image001 Iracema, por José Maria de Medeiros 1881
clip_image002Trilogia Indianista de José de Alencarclip_image004
O Guarani (1857)
Iracema (1865)
Ubirajara (1874)
Ver também: Indianismo
Iracema (ou Iracema, lenda do Ceará) é um romance da literatura romântica brasileira publicado em 1865 e escrito por José de Alencar, fazendo parte da trilogia indianista do autor. Os outros dois romances pertencentes à trilogia são O guarani e Ubirajara.
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Iracema, por Antônio Parreiras
O romance conta, de forma poética, o amor quase impossível entre um branco, Martim Soares Moreno, pela bela índia Iracema, a virgem dos lábios de mel e de cabelos mais negros que a asa da graúna e explica poeticamente as origens da terra natal do autor, o Ceará.

 

Personagens

  • Iracema: Índia da tribo dos tabajaras, filha de Araquém, velho pajé; era uma espécie de vestal (no sentido de ter a sua virgindade consagrada à divindade) por guardar o segredo de Jurema (bebida mágica utilizada nos rituais religiosos); anagrama de América."A virgem dos lábios de mel.
  • Martim: Guerreiro branco, amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos tabajaras; os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo.
  • Poti: Herói dos pitiguaras, amigo (que se considerava irmão) de Martim.
  • Irapuã: Chefe dos tabajaras; apaixonado por Iracema.
  • Caubi: Índio tabajara, irmão de Iracema.
  • Jacaúna: Chefe dos pitiguaras, irmão de Poti.
  • Araquém: Pajé da tribo Tabajara. Pai de Iracema e Caubi.
  • Batuirité: o avô de Poti, o qual denomina Martim Gavião Branco, fazendo, antes de morrer, a profecia da destruição de seu povo pelos brancos.

Características

O gênero literário
Para José de Alencar, como explicita o subtítulo de seu romance, Iracema é uma "Lenda do Ceará". É também, segundo diferentes críticos e historiadores, um poema em prosa, um romance poemático, um exemplo de prosa poética, um romance histórico-indianista, uma narrativa épico-lírica ou mitopoética. Cada uma dessas definições põe em relevo um aspecto da obra e nenhuma a esgota: a lenda, a narrativa, a poesia, o heroísmo, o lirismo, a história, o mito.
O tempo
O encontro da natureza (Iracema) e da civilização (Martim) projeta-se na duplicidade da marcação temporal. Há em Iracema um tempo poético, marcado pelos ritmos da natureza e pela percepção sensorial de sua passagem (as estações, a lua, o sol, a brisa), e que predomina no corpo da narrativa, e um tempo histórico, cronológico. O tempo histórico situa-se nos primeiros anos do século XVII, quando Portugal ainda estava sob o domínio espanhol (União Ibérica), e por forças da união das coroas ibéricas, a dinastia castelhana ou filipina reinava em Portugal e em suas colônias ultramarinas.
A ação inicia-se entre 1603 e o começo de 1604, e prolonga-se até 1611. O episódio amoroso entre Martim e Iracema, do encontro à morte da protagonista, dá-se em 1604 e ocupa quase todo o romance, do capítulo II ao XXXII.
O espaço
A valorização da cor local, do típico, do exótico inscreve-se na intenção nacionalista de embelezar a terra natal por meio de metáforas e comparações que ampliam as imagens de um Nordeste paradisíaco, primitivo, que nada tem a ver com a aspereza do sertão do semi-árido. É o Nordeste das praias e das serras (Ibiapaba), dos rios (Parnaíba e Jaguaribe) e da Bica do Ipu ou Bica de Iracema..

Análise

A relação do casal serviria de alegoria para a formação da nação brasileira. A índia Iracema representaria a natureza virgem e a inocência, enquanto o colonizador Martim (referência explicita ao deus romano da guerra Marte) representa a cultura europeia. Da junção dos dois surgirá a nação brasileira, representada alegoricamente, pelo filho do casal, Moacir ("filho da dor").
A palavra Iracema é um anagrama de América. Para alguns críticos, esse anagrama é proposital, e o livro trata-se pois de uma metáfora sobre a colonização americana pelos europeus. O desenvolvimento da história e, principalmente, o final, remetem fortemente à história local.
Resumo de Iracema
"Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba [...]" Com essas palavras, José de Alencar começa "Iracema", a que chama "Lenda do Ceará" e que é, na verdade, um texto de difícil classificação.
Trata-se claramente de um romance se consideramos seu enredo. Por outro lado, é um poema em prosa, se levarmos em conta o estilo, em que predomina o lirismo amoroso e a exploração do vocabulário indígena no português falado no Brasil.
Certamente um ponto altíssimo no conjunto da obra de José de Alencar, "Iracema" - apesar das dificuldades que a linguagem pode apresentar ao leitor de hoje - merece de fato ser lido, do começo ao fim.
O texto é muito breve, com cerca de 80 páginas nas edições mais recentes. No entanto, seu enredo é repleto de aventuras e peripécias, bem ao gosto do Romantismo, escola literária da qual Alencar é um dos maiores expoentes no Brasil. A história se inicia com o guerreiro branco Martim Soares Moreno, amigo dos índios pitiguaras, que habitavam o litoral, perdendo-se nas matas. Lá foi encontrado por Iracema, a deslumbrante virgem, filha do pajé Araquém, da tribo dos tabajaras, habitantes do interior da região.
Iracema acolheu o jovem branco e o levou para sua tribo, onde ele foi recebido como hóspede e amigo. Ao inteirar-se da celebração que os tabajaras faziam a seu grande chefe Irapuã, que vai comandá-los num combate aos pitiguaras, Martim resolveu fugir, naquela mesma noite. Iracema o impediu, pedindo-lhe que aguardasse a volta de seu irmão Caubi, que poderia guiá-lo pelas matas.
Triângulo amoroso
Aos poucos, surge afeto entre Iracema e Martim, que logo se transforma em paixão. A situação se complica, pois Irapuã também estava apaixonado pela índia e tentou matar Martim quando este já deixava a aldeia, após descobrir que Iracema, por ser filha do pajé e guardiã do segredo da jurema, deve permanecer solteira.
No entanto, a união dos dois se consuma numa noite em que Martim, em sonho, imaginou possuir Iracema, sendo que esta de fato se entregou a ele. Desse modo, quando Martim decide partir para escapar a Irapuã e aos tabajaras, Iracema lhe revelou a verdade e se dispôs a segui-lo. Os dois partiram ao encontro de Poti, chefe dos pitiguaras, que considerava Martim seu irmão. Foram seguidos por Irapuã e os tabajaras, o que resulta no conflito entre as duas tribos adversárias.
Mesmo sofrendo pela derrota de seu povo e pela morte de muitos dos seus, Iracema segue Martim e passa a viver com ele na tribo de Poti. Com o passar do tempo, porém, Martim se mostra desinteressado pela esposa, parece sentir saudades da civilização de onde veio, mas sabe que não pode ir para lá e levar Iracema com ele. Nesse ínterim, o guerreiro branco - que adotou o nome indígena de Coatiabo - enfrenta diversos combates, enquanto Iracema engravida de um filho seu. Ainda assim, a índia sofre as constantes ausências do marido e definha de tristeza.
O filho do sofrimento
Ao voltar de uma batalha, Martim encontra Iracema com seu filho - a quem ela chamou Moacir, que significa "o filho do sofrimento". A índia está extremamente debilitada. Só teve forças para entregar o filho ao pai e pedir-lhe que a enterrasse aos pés de um coqueiro de que ela tanto gostava. O lugar onde Iracema foi enterrada passou a se chamar Ceará - segundo a tradição, Ceará significa canto da jandaia, a ave de estimação de Iracema.
Sofrendo a perda de Iracema, Martim retorna a sua pátria com o filho. Quatro anos depois, volta novamente ao Brasil, onde ajuda a implantar a fé cristã, convertendo Poti, que recebeu o nome de Felipe Camarão. Os dois ajudaram o comandante Jerônimo de Albuquerque na luta contra os holandeses. Quando podia, Martim ia ao local onde Iracema estava enterrada e se deixava consumir pela saudade.
O simbolismo da narrativa de Alencar é evidente: do cruzamento das duas raças - o europeu e o índio - nasce o brasileiro. Nesse sentido, a obra é uma expressão do Indianismo que caracterizou a primeira fase do Romantismo no Brasil. O país - cuja independência completava 43 anos à publicação de Iracema (1865) - precisava valorizar suas raízes e sua história, para afirmar-se como nação livre e soberana.
Biografia  José de Alencar
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"Ali, por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos, que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha, ferida pela luz do sol. Era uma onça enorme; de garras apoiadas sobre um grosso ramo de árvore, e pós suspensos no galho superior, encolhia o corpo, preparando o salto gigantesco."
Nesse trecho do romance O Guarani, um dos mais destacados da obra de Alencar, evidencia-se o estilo descritivo, mas também o caráter aventuresco dos romances do autor.
Filho de um ilustre senador do império, José Martiniano de Alencar cursou advocacia, mas logo tornou-se político, jornalista e escritor. Foi nessa última atividade que obteve maior destaque para a posteridade. Considerado o maior romancista do Romantismo brasileiro, Alencar criou uma literatura nacionalista, empregando um vocabulário e uma sintaxe típicos do Brasil e evitando o estilo lusitano, que até então prevalecia na literatura aqui produzida.
Sua obra traça um perfil da cultura e dos costumes de sua época, bem como da História do Brasil, tendo como preocupação essencial a busca de uma identidade nacional, seja quando descreve a sociedade burguesa do Rio de Janeiro, seja quando se volta para os temas ligados ao índio ou ao sertanejo. Seus romances costumam ser classificados em quatro categorias: urbanos, históricos, indianistas, e regionalistas.
A obra urbana de Alencar segue o padrão do típico romance de folhetim, retratando a alta sociedade fluminense do Segundo reinado, com tramas que envolvem amor, segredos e suspense. Mas por trás da futilidade dos namoricos da Corte está a crítica à hipocrisia, à ambição e à desigualdade social.
José de Alencar também chega a analisar o caráter psicológico de suas personagens femininas, revelando seus conflitos interiores e antecipando as características da escola realista, que sucedeu o Romantismo. Seus romances urbanos são: Cinco minutos (1860), A viuvinha (1860), Lucíola (1862), Diva (1864), A pata da gazela (1870), Sonhos d'ouro (1872), Senhora (1875) e Encarnação (1877). Senhora é considerado o mais importante deste grupo.
Os livros indianistas buscam transportar as tradições indígenas para a ficção, relatando mitos, lendas, festas, usos e costumes, muitas vezes observados pessoalmente pelo autor. Mesmo assim, o índio é visto de maneira idealizada, que representa, em nível simbólico, a origem do povo brasileiro. Nesse sentido, seus textos trazem a imagem do homem branco (europeu) como corrompido pelo mundo civilizado e apresenta o índio com ares de "bom selvagem", destacando seu caráter bom, valente e puro. Seus romances indianistas são: O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).
José de Alencar também buscou inspiração em nosso passado para escrever romances históricos, propondo uma nova interpretação literária para fatos marcantes da colonização, como a busca por ouro e as lutas pela expansão territorial. Seus enredos denotam em vários momentos um nacionalismo exaltado e o orgulho pela construção da pátria. Obras históricas: As Minas de prata (1865), Alfarrábios (1873), A guerra dos mascates (1873).
Já os romances regionalistas denotam o interesse do autor pelas regiões mais afastadas do Brasil, alheias à influência européia que predomina na Corte fluminense. Assim, ele alia os hábitos da vida no campo e a cultura popular à beleza natural e exótica das terras brasileiras. Se nos romances urbanos as mulheres são sempre enfatizadas, nas obras de cunho regional os homens recebem o destaque, com toda a sua rudeza, enfrentando os desafios da vida, enquanto que as mulheres assumem papéis secundários. Seus romances regionalistas são: O gaúcho (1870), O tronco do Ipê (1871), Til (1872), O sertanejo (1876). Com eles o autor focalizou, respectivamente, os pampas, o interior paulista e o sertão nordestino, procurando dar conta de nossa diversidade regional.
Ao lado da literatura, não se pode esquecer de que José de Alencar foi um político atuante, vindo a ser deputado provincial do Ceará e a ocupar o cargo de ministro da Justiça. Deixou a política após ter seu nome vetado pelo imperador D. Pedro 2° para o cargo de senador. Deprimido e debilitado pela tuberculose, de que sofria desde a juventude, foi para a Europa para se tratar. Sem obter resultados, voltou ao Brasil em estado grave, morrendo pouco tempo depois, aos 48 anos.
Origens: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://vestibular.uol.com.br/
Veja o vídeo do Professor Fenando Marcílio:

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

“Vou-me embora pra Passárgada”?


Ou “Vou-me embora pra Pasárgada”, ouvindo o poeta declamar...

Publicado no Afro-Ibero Pindorama- multiply 2006
Autores:
Hastati atualmente morador de Zambukaki ;

Josiani Muniz;
Hugo Ferreira.
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Manuel Bandeira é um dos poetas modernos mais queridos e até hoje inspira novos escritores. Seu estilo simples e direto me fez ver a poesia “Vou embora pra Pasárgada” com outros olhos e ouvidos. Não imaginava a quantidade de informações que iria descobrir. A primeira delas foi o da grafia “passárgada” ou “pasárgada”? E a pronúncia?

Sempre ouvi as pessoas dizerem “passágarda”, há uma série de coisas que levam esse nome: Haras Passárgada, Pousadas, Hotéis, Ruas, Residencial, até um disco de Vinícius de Moraes onde se grafa e se canta Passárgada...
Eu vivenciava uma utópica civilização, fantástica terra tropical, linda cheia, de vida, cor e pássaros....
Na pesquisa descobri em uma das versões que o nome era Pasárgada, e que Manuel Bandeira não tinha inventado essa terra mítica.
Na sua adolescência nos seus estudos de grego, ao traduzir a Ciropedia, Bandeira ficou encantado com nome da cidade fundada por Ciro, o Antigo, onde o rei passava férias, nas montanhas do sul da Pérsia.
 
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Mas qual a pronúncia certa?
Há tantas “Passárgadas”, terras míticas utópicas, para fugas e escapes, ou “Pasárgada”.
A própria voz do poeta, ecoou declamando seu poema.
A voz embargada frisando cada ponto, entoando a musicalidade da libertação da sua Pasárgada, surgiu Manuel Bandeira... E o “S” com o som de “Z” (Pazárgada).
Uma gravação com os chiados de disco de vinil, trouxe o poeta a esclarecer a sua obra.
A riqueza do poema, Bandeira transmite de uma forma, muito clara, quando as coisas não estão bem, há problemas, há dificuldades, só resta nos dizer: “Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do rei...”.

Bandeira teve sérios problemas de saúde, tuberculose, e desde a adolescência, ele nos conta, passou anos vendo e vivendo em Pasárgada.
Vinte anos depois desse encontro com a Pasárgada de Ciro ele tentou escrever o poema, mas só saiu o título forte: “Vou-me embora pra Pasárgada”. Anos mais tarde, em situação de dificuldades, surgiu novamente a idéia “Vou-me embora pra Pasárgada”, e o poema foi escrito de um jorro só. Bandeira conta, ele não construiu o poema, o poema se construiu dentro dele.
Usando todas as dificuldades que a doença lhe causava, em Pasárgada ele poderia fazer tudo àquilo que a doença lhe impedia, fazer ginástica, andar de bicicleta, tomar banho de mar (ah, com que prazer o poeta declama!).
O poema se desenvolve a partir do contraste entre dois espaços: e aqui. Aqui é o lugar onde não há satisfação, nem felicidade. é o lugar idealizado, onde existe tudo: bicicleta, burro brabo, pau-de-sebo, mar, prostitutas, telefone. Lá "é outra civilização". As coisas nomeadas são todas materiais.
Por fim, o poema é todo escrito na primeira pessoa do singular: o poeta fala dele mesmo, de sua vontade de mudar, de ir em busca da aventura, de ir para Pasárgada, para , deixando tudo que está aqui para trás.
O emprego dos tempos verbais ajuda a evidenciar essa oposição: em um primeiro momento, predomina o presente - vou, sou, tenho; depois ocorre o futuro do presente, para descrever a fantasia que o poeta faz de Pasárgada, mostrando a certeza dele em relação ao lugar - farei, andarei, montarei, subirei, tomarei.
O poema surge como a esperança para cada brasileiro. Há crianças que não andam de bicicleta porque trabalham. As prostitutas que são discriminadas perante a sociedade. A busca pela felicidade em algum lugar no imaginário, mas que acaba sendo real devido à força do pensamento. A valorização da leitura na infância como estímulo. Um lugar que tem tudo para todos. Até no fim do poema mesmo com vontade de se matar ele termina com a idéia-núcleo: “Vou-me embora pra Pasárgada”. A poesia pode ser citada como o lugar ideal para se viver diante das dificuldades que vivenciamos.
Manuel Bandeira é um exemplo de argumento de autoridade pela simplicidade do seu vocabulário. Não é preciso escrever difícil para ser considerado um grande poeta. Dentre as suas contribuições, algumas se destacam: a língua coloquial, a irreverência, a liberdade criadora e o verso livre. Mas o que mais fascina é a capacidade de extrair algo banal do cotidiano e transformar em uma reflexão social e filosófica.
inspirado em Julica
Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Livros para o Vestibular

O CIEE Centro de Integração Escola Empresa, irá apresentar uma palestra gratuita:
LIVROS CLÁSSICOS SEMPRE ATUAIS: DICAS E COMENTÁRIOS PARA O VESTIBULAR
Palestra
Data: 29/11/2010
Hora: 09:00
Local:  ESPAÇO SOCIOCULTURAL - TEATRO CIEE (PRINCIPAL)
Tema: LIVROS CLÁSSICOS SEMPRE ATUAIS: DICAS E COMENTÁRIOS PARA O VESTIBULAR
Palestrante:  ANNA MARIA MARTINS
Para se inscrever: http://www.ciee.org.br/portal/apoio/eventos_opdig/index.asp


Aproveitem vale a pena!
Josiani

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Linguagens, códigos e suas tecnologias

Nesta área, a prova vai cobrar conhecimento de português, literatura, artes, educação física e pela primeira vez, línguas. O aluno poderia optar entre inglês e espanhol.
Caem mais questionamentos que exigem interpretação do que gramática. Ainda de acordo com ele, devem aparecer perguntas sobre manifestação cultural, modernismo e novas tecnologias.
A exemplo do ano passado devem aparecer textos alternativos de revistas específicas a setores, além de charges. Vale sua visão o que você viu nos jornais, televisão e internet nos portais, vai lhe ajudar.
Lembre-se a prova tem questões interpretativas. Olhe os gráficos, tabelas, fotos examinem o texto. Você terá boa parte da resposta.
 

Língua Estrangeira Moderna

Dependendo de sua opção na hora da inscrição você fará prova com questões ligadas à Língua Inglesa ou à Língua Espanhola. Aparecerão pequenos textos na Língua Estrangeira Moderna escolhida, para que o aluno possa interpretá-los, ou vocábulos estrangeiros utilizados na vida cotidiana no Brasil.
A Língua Estrangeira Moderna representa a diversidade cultural, em seu contexto linguístico, mas que em alguns momentos é utilizada como instrumento para simular qualidade a produtos ou prestígio a grupos sociais. Veja os nomes de empresas, times, lojas e produtos, usados na propaganda.
A gramática vai estar embutida nos textos, portanto atenção aos COGNATOS e aos FALSOS COGNATOS, preposições e verbos no PRESENTE, PASSADO E FUTURO. Não se confunda com o tempo verbal.
 

Literatura

Normalmente são usados os textos clássicos da literatura. O aluno deverá relacionar o texto com os contextos históricos, políticos, sociais, culturais e econômicos. O que aconteceu, quando aconteceu, as mudanças ocorridas. Onde os acontecimentos desenrolaram e o que ocorreu com o meio em que o autor coloca seu texto.
Também poderão cair questões que trabalhem a intertextualidade, cobrando do aluno semelhanças, diferenças ou influências entre os textos destacados. Outro tema que poderá aparecer nessa competência está ligado à compreensão da importância do patrimônio linguístico para a constituição e preservação da memória e da identidade nacional.
O candidato tem que saber diferenciar os textos da norma culta, com os demais tipos de linguagem aceitos na sociedade, o linguajar caipira, regionalismo, ou seja a norma não culta, mas também aceita.
Boa prova!
Professora Josiani

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vidas Secas Resumo

 
Você encontrará trechos do filme no YouTube. Bom proveito, vale a pena ver.
Filme Vida Secas Cartaz do filme Vidas Secas – Herbert Richers
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Vidas secas é o título do romance do escritor brasileiro Graciliano Ramos, publicado em 1938, considerado por muitos como a maior obra do autor.
Índice
Estrutura
No que diz respeito à estrutura, o livro apresenta treze capítulos, dentre os quais alguns podem até ser lidos em outra ordem (romance desmontável), que não a impressa no livro. Entretanto, alguns capítulos, como o primeiro, "mudança", e o último, "fuga", devem ser lidos nesta ordem. Esses dois capítulos reforçam a ideia de que toda a miséria que circunda os personagens de "Vidas Secas" representa um ciclo, em que, quando menos se espera, a situação se agrava e a família é obrigada a se retirar, repetidas e repetidas vezes.
A obra de Graciliano pode ser considerada um marco para a literatura brasileira, em especial o Modernismo Brasileiro, visto que há a implícita (e, em alguns casos, até explícita) crítica social a toda pobreza no sertão nordestino, que atinge uma boa parcela da população, e que, de fato, acaba por prejudicar todo o país, impedindo maiores desenvolvimentos. Há a tentativa, portanto, de se mostrar a desarticulação dessa região com o resto do país (um Brasil pobre dentro de todo o Brasil).
O próprio título da obra, se analisado corretamente, nos dará pistas importantes da mensagem que Graciliano quer passar: "Vidas" se opõe a "Secas" pois a primeira tem sentido de abundância, enquanto, a segunda, de vazio, de falta, configurando um paradoxo (ou "oxímoro", oposição de ideias resultando em uma construção de sentido ilógico). Além disso, denotativamente, o adjetivo "secas" se refere a "vidas", e, dessa forma, teria o sentido de que a família sofre com a seca. Por outro lado, conotativamente, pode-se relacionar aquele adjetivo a uma vida privada, miserável.
Referências
Curiosidades
O romance originalmente se chamaria "O Mundo Coberto de Penas", título do penúltimo capítulo, em referências às penas negras dos corvos cobrindo o chão seco. O texto original está grafado assim. Porém o próprio Graciliano Ramos riscou o título original e escreveu à mão "Vidas Secas".
Fabiano e família (personagens)
 
Personagens
Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia são os protagonistas do romance Vidas Secas – narrativa dos sertanejos retirantes da seca e seus dramas sociais, publicado por Graciliano Ramos em 1938.
O casal, Fabiano e Sinhá Vitória, representa o núcleo da trama: Fabiano mantém-se fiel a seus hábitos de vaqueiro - é uma extensão do animal, totalmente adaptado ao cavalo e à roupa de couro. No lado oposto, Sinhá Vitória também guarda o poder de adaptação às piores condições materiais, mas vive enaltecendo uma figura, para ela exemplar, o seu Tomás da bolandeira, um homem que sabia ler e tinha uma cama de couro. Para Fabiano o amigo é um vencido num meio em que apenas a parte animal é válida: "Dos homens do sertão o mais arrasado era seu Tomás da bolandeira. Por quê? Só se era porque lia demais".
Índice
Fabiano
Fabiano é uma pessoa que se ligou de maneira visceral ao meio. Ele se orgulha de sobreviver à seca e de fazer parte de uma paisagem que só admite os mais resistentes: ora exalta-se com secreta satisfação: ”Fabiano, você é um homem”; ora, se reconhece como a um animal: “Você é um bicho, Fabiano”, e o orgulho logo passa para a dúvida - quando pensa ser uma coisa da fazenda, um traste que possui apenas as perneiras, o gibão, o guarda-peito e o sapato de couro cru que, ao ser demitido, seria do vaqueiro que o substituísse.
Vaqueiro, rude, curto das idéias, sem instrução e sem capacidade de entendimento, Fabiano não tem planos e vive a procura de trabalho. Bebe muito e perde dinheiro no jogo. Sua auto-imagem varia de acordo com a situação e seu ânimo diante da dificuldade: quando se reconhece um homem e sente orgulho, Fabiano é a afirmação do indivíduo que se sobrepõe às dificuldades. Quando se reconhece um animal, ganha relevância o ser impessoal de existência desumana. Ao avistar Baleia – num momento de comunhão, envolvido na tragédia de pertencer à mesma realidade do animal, Fabiano conclui: “Você é um bicho, Baleia”.
Fabiano tenta, mas não consegue se comunicar. Como os animais, a família de Fabiano praticamente não tinha linguagem. Contando apenas com o instinto de sobrevivência, ele – um cabra vermelho, curtido pelo sol, é vencido por um soldado raquítico que desafia-o para uma partida de baralho. Humilhado, Fabiano chega a ser preso e não consegue se defender: a fragilidade de linguagem impede a possibilidade de divulgar a injustiça que sofrera e ele lamenta viver como um bicho, sem ter freqüentado a escola.
Sinhá Vitória
Sinhá Vitória, mulher de Fabiano, vive sua sina, sempre atenta aos sinais, estremece lembrando-se da seca, mas logo afasta a recordação, temendo que ela se realize, e reza baixinho. Esperta, sabe fazer conta, previne o marido sobre os trapaceiros e enganadores. Tem consciência da condição em que vivem, mas também tem planos e sonha. O maior dos seus sonhos é ter uma cama de couro, igual àquela de seu Tomás da bolandeira. Para o marido, um sonho impossível. "Cambembes podiam ter luxo?"
Além de cuidar dos filhos e da tapera, Sinhá Vitória ajuda o marido nas tarefas. Trabalha duro e, às vezes fica brava e briga com o marido, reclamando daquela vida embrutecida, sem ter sequer uma cama para dormir. "Pensou de novo na cama de varas e mentalmente xingou Fabiano. Dormiam naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro, como outras pessoas." Briga com o marido, reclama que ele gasta muito com jogo e cachaça. Ressentido, Fabiano condena os sapatos de verniz que ela usava nas festas, "caros e inúteis" que a deixavam trôpega.
Por fim, quando nova seca se anuncia, Sinhá Vitória impele Fabiano a pensar no destino da família e, fazendo uma leitura da realidade, diz que os pássaros de arribação vão matar o gado. O marido fica intrigado. Como criaturas pequenas podem destruir animais como os bois, tão fortes quanto ele? Tentando impor o seu mundo até o fim, diz que os meninos iriam vaquejar como ele. Sinhá Vitória explode: "Nossa Senhora os livrasse de semelhante desgraça. Vaquejar, que idéia! Chegariam a uma terra distante, (...) adorariam costumes diferentes".
No final, o desejo "vitorioso" de Sinhá Vitória: rumo à cidade grande, Fabiano imagina as dificuldades pelas quais passarão, mas também pensa os "meninos na escola, aprendendo coisas difíceis e necessárias".
Os meninos
Fabiano acha que eles devem assumir a forma de tatu – animal integrado à terra, com casco duro, protetor. Sinhá Vitória sonha com uma vida melhor para os filhos – possibilidade distante da identidade animal do marido, e pensa no homem que sabia ler e tinha uma cama de couro, mas que foi vencido pela seca. Queria para os filhos uma terra distante, um outro jeito de ser, outros costumes.
O menino mais novo admira os hábitos do pai quando ele cavalga totalmente adaptado ao cavalo - qual uma figura lendária, e tenta imitá-lo, absorvendo um pouco daquela grandeza que os tirava da vida resignada que levavam.
O menino mais velho, ao contrário, a lida de vaqueiro não o fascina. Ele deseja descobrir o sentido das palavras e recorre à mãe – porção mais “intelectual” da família, que freqüentemente o afasta, por não ter explicações para dar.
Os dois meninos, anônimos, vivem a brincar com Baleia em redor da tapera. Raramente procuram os pais, por receio de tomarem cascudos.
A primeira visita dos meninos à vila foi durante uma festa. Eles se assustaram com a variedade de coisas que existia no comércio bem sortido. Deslumbrados com a possibilidade de tudo aquilo ter um nome, uma existência. A dúvida do menino mais novo é se as coisas tinham nome e se os nomes eram uma criação humana ou divina. Ao serem excluídos da posse de objetos, os meninos são também excluídos da posse das palavras que os representam. Esta a maior pobreza, a falta da linguagem, por limitar as crianças a um mundo sem ultrapassagem pela imaginação.
Trepado na porteira do curral, o menino mais novo observa o pai tentando dominar uma égua brava. Feliz, planeja fazer algo grandioso um dia, quando crescer. Assim, então, seria admirado pelo irmão e por Baleia.
O menino mais velho é curioso. Ao ouvir a palavra "inferno", durante uma conversa de Sinhá Terta com a mãe, quis saber o significado. Sinhá Vitória referiu-se vagamente a um certo lugar ruim. O menino não compreende como uma palavra tão bonita pode significar "coisa ruim". Pergunta ao pai, que o repele. De novo, insiste com a mãe que, zangada, aplica-lhe um cocorote. O menino mais velho não se conforma. Indignado, se consola com a amiga Baleia: "O pequeno sentou-se, acomodou nas pernas a cabeça da cachorra, pôs-se a contar-lhe baixinho uma história". Melancólico, e apesar do vocabulário limitado, o menino mais velho se abraça à Baleia e fala do mundo, das estrelas, do céu e do inferno.
Baleia
Baleia_vidas_secas
A cachorra Baleia é um membro da família. Pensa, sonha e age como gente. Solidária, Baleia participa das aventuras e dificuldades da família de retirantes; chega a se contentar, mesmo que faminta, apenas com os ossos de sua caça.
Aproximada a seres que vivem como bichos, a cachorra é humanizada. No inverno, é quando a família experimenta algum aconchego, reunidos em torno do fogo: Fabiano sentado no pilão, Sinhá Vitória acolhe os meninos no colo, e a cachorra Baleia "com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinzas".
Ao ser sacrificada, por suspeita de cólera, Baleia vislumbra o "céu dos cachorros, cheio de preás".
 

Trecho do filme Vidas Secas (1963) de Nelson Pereira dos Santos


Aproveitem, boa leitura e bons exames
Teacher Josiani

O uso do YouTube como ferramenta didática

Temos utilizado em aulas material do YouTube, vídeo aulas, músicas, imagens dos assuntos abordados.
Como a dificuldade é filtrar o que há de bom, estamos procurando sempre fazer o que chamamos de garimpagem. Aproveitar bons materiais, e difundir.
Encontrei um artigo que vai de encontro com a nossa preocupação, mostrando que as novas tecnologias podem ser aliadas para integração dos alunos.
Mostra que nosso caminho está certo, e é uma preocupação de vários professores, de como melhor utilizar. Aguardamos sua contribuição para a discussão.
youtube-targeted
 
YouTube ferramenta didática
http://www.imagineseusite.com.br/blog/97-o-uso-do-youtube-como-ferramenta-didatica.html
Por: Ana Clara Alves
Ano passado, eu e uma amiga, apresentamos um artigo no Intercom – Curitiba que tratava do uso do YouTube como ferramenta didática especificamente em nosso curso na universidade.
Verificamos que, a maioria dos professores entrevistados, acessava o site pra fazer buscas de vídeos relacionados aos assuntos das aulas e os utilizavam para que os alunos tivessem uma melhor visualização do conteúdo abordado.
Com as leituras a respeito, observamos que muitos autores defendem que está cada vez mais difícil ministrar aulas seguindo exclusivamente os métodos tradicionais de ensino. Por isso muitos professores preferem buscar nas novas tecnologias ferramentas que possam ser suas aliadas nas salas de aula, no sentido de integrar o ensino à realidade “tecnológica” dos alunos.
Na ocasião em que o trabalho foi apresentado, discutiu-se a possível dispersão que a utilização de vídeos poderia causar. Acredito que esse problema só ocorrerá se o profissional da educação não souber integrar os conteúdos e “dosar” a quantidade de apresentações de vídeos em sala de aula, tudo em excesso é prejudicial.
O YouTube é uma ferramenta incrível e quando bem utilizada pode gerar aulas muito mais dinâmicas e interessantes.
Confira o artigo na íntegra em: www.intercom.org.br e deixe aqui sua opinião.