quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homenagem a Mario Monicelli

 

Mario Monicelle

Nesse dia 29 de novembro (segunda-feira) o cinema perdeu um de seus maiores diretores. Com 95 anos, o italiano Mario Monicelli, quatro vezes indicado para o Oscar, internado para tratamento de um câncer terminal, num hospital em Roma, partiu...
Acredito como Guimarães Rosa que as pessoas se tornam encantadas. Mario Monicelli será um dos encantados, seus filmes como diretor e roteirista, nos divertiram, fizeram nos sonhar.
Muitos dos seus filmes no Brasil tornaram referência, as comédias italianas com Totó, A Incrível Armada Brancaleone, Bocaccio ´70, Os companheiros, Casanova ´70, Meus Caros Amigos, Parente é Serpente, O Pequeno Burguês e muitos outros.
Nomes dos seu filmes, eram ditos como frases comuns e usuais.



Sinto-me até hoje um formador de “Armada Brancaleone”, filme medieval onde Vittorio Gassman, reunia um grupo de perdedores para tomar posse de um feudo. Uma sátira medieval um Dom Quixote liderando um bando de maltrapilhos.
Confesso que o filme que mais me marcou, foi Os Companheiros no original “I compagni” de 1963 com Marcello Mastroianni. Vi apenas uma vez creio que em 1995 ou 96, logo a censura da Ditadura retirou do circuito de cinemas.
Mario Monicelli trabalhou com atores que nos fizeram sonhar: Totó, Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Ugo Tognazzi, Anna Magnani, Alberto Sordi, Monica Vitti, Gian Maria Volonté e muito e muito mais...
No final da década de 60, início de 70 faziam-se filas enormes, para os cinemas do centro de São Paulo. Conhecia-se não só os artistas mas discutia-se o iluminador, roteirista, montagem, e o DIRETOR.
Este era o dono do espetáculo, era quem orquestrava tudo.
Víamos filmes franceses, espanhóis, suecos, britânicos e até americanos. Mas o que calava fundo em nossa alma eram os filmes italianos.
Nos anos de chumbo da ditadura sonhávamos...
Nos importantes jornais italianos La Stampa e Corriere della Sera:
“Nos seus últimos meses de vida protestou contra os cortes no orçamento da cultura, incentivou os jovens a revoltarem-se por um futuro melhor, lamentou que o cinema atual não possa retratar Itália tal como ela é, mas não conseguiu vislumbrar um futuro para si próprio”, escreve La Stampa. Num país onde a eutanásia ainda é tabu, a sua morte é uma proclamação final de liberdade numa vida anárquica. “Quis decidir tudo por si próprio até ao fim, tal como nos seus filmes”, disse o crítico Paolo Mereghetti.”
O cientista social Darcy Ribeiro, fugiu do hospital para se tratar, e terminou de revisar o exelente livro “O Povo Brasileiro”.
Acredito que Mario Monicelli quis fugir também do hospital, só que errou o caminho e saiu pela janela. Infelizmente era no quinto andar.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reprovado na Fuvest e no Enem!

Ontem li o excelente artigo “Prova da Fuvest é para quem estuda em escola particular”
Prova da Fuvest é para quem estuda em escola particular
foi o que me deu força para continuar minha jornada como educador e professor de cursinho.

Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro
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Deixei meu comentário e é importante que se participe no IG. Abra-se uma discussão sobre a necessidade de mudanças no Enem e nos vestibulares.


http://ultimosegundo.ig.com.br/colunistas/mateusprado/prova+da+fuvest+e+para+quem+estuda+em+escola+particular/c1237841966116.html#comentarios
 
 
Mateus concordo plenamente com suas colocações. Sou professor de história num cursinho comunitário para jovens carentes, e sinto-me reprovado no sistema educacional brasileiro. O resultado de meus alunos é o nosso resultado como educadores.
Aprofunde mais a questão: Por que vestibulares?
Minha geração que foi para as ruas, nas batalhas da Rua Maria Antônia nos anos da ditadura, e hoje está no poder terá uma resposta para a crise educacional?
Dilma e Zé Dirceu se lembrarão dos antigos movimentos estudantis?
No final dos anos 60 e 70, tínhamos a praga dos alunos “excedentes”, conheci amigos que ficaram sete ou oito anos fazendo exames vestibulares e não conseguiram vaga.
A França e Portugal, sem vestibulares era a utopia desejada.
Uma amiga, ex-aluna da USP, hoje (2010) está tentando fazer pós-graduação na USP. O desejado “futuro pretenso orientador”, que ela procurou propôs que ela freqüentasse o curso de pós durante dois anos como “OUVINTE”. Depois ele veria a possibilidade dela participar. Claro sem compromissos...
A USP está ou é fechada as para classes populares. O que me estimula é que vi há poucos um documentário sobre o etnólogo francês Lévis-Strauss (TV Senado), mostrando a trajetória dele na consolidação da criação da USP. Quando convidado para continuar, num segundo contrato ele recusou, e foi ao interior pesquisar tribos indígenas. Hoje ele encontraria “os mesmos índios” morando na favela do Real Parque.
Lévis-Strauss deixou a USP, resposta intelectual burguesa, a perda da revolução de 32 aos filhos dos fazendeiros de café.
Preferiu os índios aos “fazendeiros do ar” filhos burgueses. Pena, talvez se ele continuasse como professor a USP, hoje seria outra universidade.
“Tristes Trópicos”...
Um abraço
Força e Fé
Hugo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alunos de escola pública tem chance na Fuvest?

Nessa época do ano, alunos, professores, pais envolvidos pelas provas do Enem e da Fuvest, perguntam-se há chances de participar da USP? Um aluno de escola pública dedicado e estudioso poderá freqüentar a USP?

Um excelente artigo do Educador Mateus Prado situa a questão:

Prova da Fuvest é para quem estuda em escola particular

http://ultimosegundo.ig.com.br/colunistas/mateusprado/prova+da+fuvest+e+para+quem+estuda+em+escola+particular/c1237841966116.html

Mateus Prado

Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro

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Primeira fase teve questões de conteúdo médio e difícil e menos interpretação

28/11/2010 23:27

A primeira fase da Fuvest sempre foi marcada por reunir, na mesma prova, concepções bem diferentes. Algumas áreas apresentavam questões mais interpretativas e outras alternavam conteúdos de dificuldade média e alta - matemática é o último caso. Como sempre, a prova apresenta questões que são praticamente impossíveis de serem resolvidas por alunos de escolas públicas.
Na última reforma do seu vestibular, a Fuvest já vinha dando sinais do que poderia acontecer com sua prova. A segunda fase, que antes permitia que o candidato faltasse em até metade dos dias, simplesmente passou a obrigar o aluno a não zerar em nenhuma das matérias.
Isso pode parecer normal para o leitor, mas não é. Quem conhece a prova de matemática da segunda fase da Fuvest sabe bem que várias pessoas vão até o local do vestibular para não resolver nada. E não são só os cursos com matemática avançada em seus currículos que cobram a disciplina na segunda fase. A prova de matemática significa, para a maioria dos candidatos oriundos de escolas públicas, simplesmente a sua eliminação em um curso que cobre essa matéria na segunda etapa.
Mesmo com estes sinais, é difícil acreditar no que foi a prova de hoje. Chegou ao ponto de trazer uma questão com aqueles antigos testes de “complete a frase”. E por aí foi.
Física, química e matemática continuaram difíceis, um pouco mais que nos vestibulares anteriores. Havia questões em matemática que nem contextualizavam a pergunta e apenas apresentavam a equação para o examinado resolver.
Geografia e português, que antes eram provas com muita interpretação, mudaram radicalmente. Em geografia não bastou analisar gráficos e demais informações, era preciso ter conteúdo acumulado. Em português, a Fuvest até pediu para que o aluno indicasse frases que tivessem o "pretérito perfeito do indicativo", "sinestesia" e "aliteração". Há muito tempo a Fuvest não propunha questões assim.
Literatura, em geral, era cobrada na segunda fase. Neste ano o candidato precisava conhecer bem pelo menos quatro dos livros indicados para leitura. Outros foram citados, mas somente para contextualizar perguntas, sem que houvesse necessidade de conhecimento das obras.
História não deixou muito espaço para análise, foi quase tudo conteúdo. Biologia manteve o modelo de anos anteriores, cobrando conteúdo, mas só o que está no programa do ensino médio. Já inglês merece destaque, porque propôs análise de textos com as respostas em português, como sempre foi e como deve ser.
O novo e polêmico reitor da USP insiste em dizer que a universidade precisa continuar a fazer um vestibular próprio. Rejeita a unificação da seleção das públicas paulistas e, ainda mais, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para ele, com o vestibular, a USP consegue definir e localizar claramente o perfil de aluno que deseja e garante que ele tenha vaga na instituição.
Pois então, senhor reitor, por esta prova dá para ter uma idéia do aluno que o senhor quer. Só resolvem bem esta prova alunos oriundos das escolas particulares tradicionais e alunos das poucas escolas públicas que fazem vestibulinho para selecionar alunos. Claro que, sempre passando pela anomalia que são os cursinhos pré-vestibulares em nosso sistema de ensino.
Quem teve de frequentar uma escola pública, mesmo que tenha se dedicado aos estudos e tenha conseguido alguma das poucas vagas em cursinhos gratuitos oferecidos pelas universidades públicas, com certeza ainda terá poucas chances de entrar na USP. Alguns, até agora, podem recorrer aos cursos menos concorridos, em que com menos de 40% de acertos nesta prova conseguem ir para a segunda fase. Mas até esses têm vida curta, pois a universidade já anunciou que a prioridade em sua reforma curricular é eliminar os cursos de menor concorrência.
Para o aluno paulista que fez o possível e o impossível para tentar a tão sonhada vaga em uma universidade pública, os últimos dias foram de muita tensão. E ela não termina hoje. Começou o mês com a bagunça que foi o Enem. Em seguida, fez a boa e racional prova da Unesp. Uma semana depois, fez a Unicamp, que cobrou conteúdos médios em suas questões alternativas e revolucionou, positivamente, com sua proposta de produção de textos. Terminou a maratona da primeira fase hoje, em um domingo de muito sol e calor, com uma prova conteudista e dedicada a duas dezenas de colégios particulares tradicionais e aos sistemas de ensino que impedem que o ensino médio tenha projetos pedagógicos. Pela frente, este aluno ainda tem a espera pelos resultados e as provas de segunda fase.
Cabem as perguntas: merece o estudante paulista sofrer quatro semanas seguidas e mais segundas fases para entrar na universidade? Não teria passado da hora de as estaduais paulistas unificarem seus vestibulares?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vazamento de tema no Enem

Muito se fala, e mais ainda se desconfia.
Em cima dessas suposições fatos demonstram que verdades sobre os boatos. O vazamento do tema "O Trabalho na Construção da Dignidade Humana" teria ocorrido na Bahia. Uma aplicadora do teste teria visto duas horas antes e comunicado o marido.
Depois de pesquisar na Internet, o marido ligou para o filho, em Petrolina PE. O estudante consultou os professores do cursinho. Um deles levantou a denúncia sobre o fato.
Veja a notícia com mais detalhes no Portal Terra: http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/noticias/0,,OI4808456-EI8398,00-PFBA+indicia+duas+pessoas+por+vazamento+de+informacao+do+Enem.html.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nova prova do Enem pode acontecer no próximo dia 4

Terça-feira, 16 de novembro de 2010 - 06h22

Foto: Ale Cabral/ Futura Press Zoom Apenas quem recebeu a prova amarela e comunicou os problemas aos fiscais fará novamente a prova

Apenas quem recebeu a prova amarela e comunicou os problemas aos fiscais fará novamente a prova

Da Redação, com BandNews FM

brasil@band.com.br

A realização de uma nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode acontecer no dia 4 de dezembro, segundo projeções feitas pelo Ministério da Educação. Segundo a BandNews FM de Brasília, a data ainda não foi confirmada.
Somente o aluno que recebeu a prova amarela do Enem com erros de impressão, e que comunicou os problemas aos fiscais durante a aplicação do exame, poderá fazer uma nova prova, segundo projeções do ministério.
Cespe e a Cesgranrio, entidades contratadas para cuidar da logística do Enem, foram encarregados de apurar quais estudantes serão convocados para outra avaliação. O gabarito das provas do último fim de semana estão disponíveis nos sites do ministério.
Anulação
Apesar de liberado pela Justiça, o Enem ainda corre o risco de ser anulado por uma ação do Ministério Público Federal.
O procurador da República no Ceará Oscar Costa Filho, que entrou com uma ação civil pública pedindo a anulação do Enem, lembra que o processo judicial continua em aberto.
Costa Filho pretende recorrer da liberação do Enem, e diz que a correção inversa das provas pode repercutir em todos os concursos públicos do país.
O Enem foi liberado pelo Tribunal Regional Federal da Quinta Região, em Recife. O desembargador Luiz Alberto Gurgel derrubou a liminar da juíza Karla Maia, da Justiça Federal do Ceará, que suspendia o exame.
Redator: Fábio Mendes

http://www.band.com.br/jornalismo/educacao/conteudo.asp?ID=100000368434

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Livros para o Vestibular

O CIEE Centro de Integração Escola Empresa, irá apresentar uma palestra gratuita:
LIVROS CLÁSSICOS SEMPRE ATUAIS: DICAS E COMENTÁRIOS PARA O VESTIBULAR
Palestra
Data: 29/11/2010
Hora: 09:00
Local:  ESPAÇO SOCIOCULTURAL - TEATRO CIEE (PRINCIPAL)
Tema: LIVROS CLÁSSICOS SEMPRE ATUAIS: DICAS E COMENTÁRIOS PARA O VESTIBULAR
Palestrante:  ANNA MARIA MARTINS
Para se inscrever: http://www.ciee.org.br/portal/apoio/eventos_opdig/index.asp


Aproveitem vale a pena!
Josiani

domingo, 7 de novembro de 2010

Correção do 1º dia de prova do Enem

 Dois portais colocam as dificuldades e avaliações sobre o primeiro dia de prova. O portal IG professores do cursinho da Poli avaliam que as reclamações dos alunos sobre as dificuldades parecem ter razão.

De acordo com a avaliação feita pelos professores do Cursinho da Poli na redação do iG, as provas estavam tão ou mais difíceis que as do ano passado. “

O portal IG faz a avaliação das questões de ciências humanas:

“No que diz respeito às questões de ciências humanas, a prova tinha um nível médio para difícil”, afirma o professor de história Elias Feitosa de Amorim Júnior. Segundo ele, houve um predomínio de temas mais ligados à História do Brasil em detrimento à História Geral.

Nas áreas de Filosofia e Sociologia, o professor afirma que foi exigido do candidato, sobretudo, interpretação de texto, enquanto que os conteúdos específicos foram deixados um pouco de lado. Elias diz ainda que temas atuais, como a questão indígena e da homossexualidade, ganharam espaço no exame deste ano. “Se compararmos os últimos três exames, aquele que foi revogado em 2009, o próprio de 2009 e o deste ano, veremos que eles são completamente distintos. Mas esse de 2010 foi, realmente, mais difícil”.

Há também a avaliação da prova de ciência naturais.

“No campo das ciências naturais, Eduardo Leão, professor de biologia do Cursinho da Poli não viu muita diferença entre as provas de 2010 e 2009, pelo menos em relação ao nível exigido.”

Confira a matéria completa: http://ultimosegundo.ig.com.br/enem/professores+do+cursinho+da+poli+analisam+prova+do+enem+2010/n1237821389909.html

O portal R7 traz as respostas das questões analisadas pelos professores do Cursinho Anglo

Clique no número de cada pergunta e veja a resposta esperada e a alternativa correta para cada uma das questões:

 

Questões do primeiro dia do Enem - Clique sobre o número - Anglo

1 a 10

11 a 20

21 a 30

31 a 40

41 a 50

51 a 60

61 a 70

71 a 80

81 a 90

1

11

21

31

41

51

61

71

81

2

12

22

32

42

52

62

72

82

3

13

23

33

43

53

63

73

83

4

14

24

34

44

54

64

74

84

5

15

25

35

45

55

65

75

85

6

16

26

36

46

56

66

76

86

7

17

27

37

47

57

67

77

87

8

18

28

38

48

58

68

78

88

9

19

29

39

49

59

69

79

89

10

20

30

40

50

60

70

80

90

Veja a matéria completa no Portal R7:

 http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/veja-a-correcao-do-primeiro-dia-de-prova-do-enem-20101106.html