quarta-feira, 1 de maio de 2013

Neocolonialismo

 

Nos séculos XV ao XVII houve a expansão colonial causada pela era das navegações. Entre 1880 e 1914, as nações europeias começaram a expandir seu poder industrial dividindo entre si a maior parte das terras do planeta (sim… isso é extremamente sem noção, pois já existiam pessoas morando nessas áreas). Essa expansão industrial deu espaço para surgir uma nova forma de exploração conhecida como Imperialismo ou Neocolonialismo.

 

Charges

Esse nome de “NEO” significa que era uma nova roupagem para o colonialismo, inaugurada na época das grandes navegações. No primeiro colonialismo, o objetivo era buscar ouro e prata para os cofres reais das metrópoles, já o neocolonialismo era motivado pelo capitalismo industrial e financeiro. Esse crescimento fez com que pequenas empresas fechassem, e as grandes enfrentassem problemas de falta de compradores para seus produtos e de matérias primas, a solução para isso era dominar novos territórios, procurando unificar a economia.

clip_image002
Charge mostrando o imperador alemão brigando com a rainha da
Grã-Bretanha pelos territórios por ela conquistados.

Já o termo imperialismo, designa justamente essa política de dominação do governo de um país sobre o outro. Essa dominação, pode ocorrer de duas formas, a primeira é a dominação territorial, quando um país ocupa o outro por meio de intervenção militar. Já a outra forma, é a dominação econômica, onde um país interfere na vida econômica do país dominado. Legal destacar que esse segundo, é a forma mais desejada pelos países imperialistas e que para justificar essa divisão do mundo pelos países ricos, é obvio que existiram justificativas furadas:

Fatores econômicos

Como as empresas estavam esmagando umas as outras nos países industrializados, a solução foi buscar mercados consumidores nos países não industrializados. Além disso, buscavam nesses países fontes de energia para as linhas de montagem das empresas. Como era o caso do carvão e do petróleo.

Fatores políticos

O governo usava o imperialismo para aumentar o orgulho dos cidadãos pela nação. O cidadão ficava orgulhoso de fazer parte da nação que estava progredindo frente as demais nações. Algo… sem noção também…

Fatores culturais

Mais sem noção ainda era a justificativa que o homem branco estava em uma missão civilizadora que levaria aos povos “atrasados” as ciências e as indústrias. Desse sentimento de superioridade, obviamente vinha junto um sentimento de racismo sobre os povos dominados.

O colonizador sentia-se a vontade de trabalhar da maneira que quisesse sobre a população dos locais dominados, motivo pelo qual eles sentiam-se tranquilos em usar e violência para obrigar os colonos a cooperarem com a dominação do território. Uma boa estratégia era utilizar inimigos das lideranças locais para administrar os territórios conquistados desde que eles os ajudassem de alguma forma na conquista do território. O principal império colonial existente na época era o Britânico, obviamente, teremos outras nações que vão querer arranjar, à força, uma parcela da África para si, tal como o império francês. Mas teremos alguns exemplos de colonialismo que são desdobramentos da primeira época colonial, tal como Portugal e a Espanha, mas França e o Reino Unido eram donas das maiores porções e terras na África.

Abaixo segue uma breve explicação dos principais casos de imperialismo que serão importantes para entender a Primeira Guerra Mundial:

Grã-Bretanha

Antes de 1870 a Inglaterra já tinha concessões coloniais na América, na Ásia e na África. Depois disso foi fácil dominar outros territórios. A Grã-Bretanha dominava territórios como a Austrália, Nova Zelândia, O Egito, o Sudão, África do Sul, China e Índia. Em todas essas colônias eles dominavam a produção econômica a força, sempre protegidos pelo seu exército. Se já existia alguma forma de produção industrial eles procuravam derrubar, como foi o caso da Índia que era uma grande produtora de tecidos que teve que parar de produzir para ceder lugar às máquinas têxteis inglesas.

França

Era o segundo maior império colonial. Ela começou dominando a Argélia, o Norte da África e com o passar do tempo dominou quase todo o noroeste do continente africano e a Indochina (atual Vietnã). A única diferença dela para as demais nações é que procurava administrar diretamente suas colônias, tentando assimilar os colonizados, por isso ensinava a língua e os costumes para eles.

Alemanha

A Alemanha era um aglomerado de reinos independentes que se unificaram muito tarde. Somente em 1879 nasceu a Alemanha e por isso entrou tarde na disputa do Neocolonialismo pegando poucos territórios na África. Apesar de chegar tarde o ritmo de crescimento da Alemanha era assustador, preocupando muito a França e a Grã-Bretanha.

Itália

Por fim, a Itália segue o mesmo quadro da Alemanha. O problema é que não estava tão bem em ritmo de crescimento nem de territórios. Ela chegou muito tarde dominando apenas o litoral da Líbia, Eritréia e Somália.

Fonte: www.jurassico.com.br

terça-feira, 5 de março de 2013

O maior explorador da África

clip_image001

Abubakari II abandonou seu reino para buscar o conhecimento

Partiu com uma flotilha de 2000 barcos

Desembarcou em Pernambuco – Recife? 

Um imperador africano que governou Mali no século 14 descobriu a América cerca de 200 anos antes de Cristóvão Colombo, de acordo com um livro a ser lançado este mês.

Abubakari II governou Mali o que foi sem dúvida o maior império mais rico e na terra que ocupava quase toda a África Ocidental.

Uma historia eurocentrista a ser desmistificada

clip_image002

Nosso objetivo é trazer para fora partes ocultas da história

clip_image003

Khadidjah Dire

Segundo um estudioso do Mali, Gaoussou Diawara em seu livro, "A Saga de Abubakari II ... ele saiu com 2.000 barcos", o imperador deu todo o poder e ouro para buscar o conhecimento e descoberta.

Abubakari II cuja ambição era investigar o Oceano Atlântico.

Em 1311, ele entregou o trono para o seu irmão, Kankou Moussa, e partiu em uma expedição para o desconhecido.

Seu antecessor e tio, Soundjata Keita, já tinha fundado o império Mali e conquistou um bom trecho do deserto do Saara e as grandes florestas ao longo da costa Oeste Africano.

 

Campos do ouro

 

O livro também se concentra em um projeto de pesquisa que está sendo realizada em viagens de Mali seguindo o trajeto de Abubakari.

"Não estamos dizendo que Abubakari II foi o primeiro a cruzar o oceano", diz Tiemoko Konate, que lidera o projeto

"Há evidências de que os vikings estiveram na América muito antes dele, assim como os chineses", disse ele.

 

clip_image004

A maioria dos Griots estão começando a divulgar segredos de Abubakari

Os pesquisadores afirmam que a frota de Abubakari de barcos, carregado com homens e mulheres, comida, gado e água potável, zarpou do que é hoje a costa da atual Gâmbia.

 

Eles estão reunindo evidências de que em 1312 Abubakari II desembarcou na costa do Brasil, no lugar hoje conhecido como Recife.

"Seu outro nome é Purnanbuco, (Pernambuco) que acreditamos que é uma distorção do nome da língua Mandé “Nome para os campos ricos de ouro”, que eram a grande parte da riqueza do Império Mali, segundo Boure Bambouk".

Outro pesquisador, Khadidjah Djiré, diz que encontrou relatos escritos de expedição Abubakari no Egito, em um livro escrito por Al Omari, no século 14.

"Nosso objetivo é trazer para fora partes ocultas da história", diz ela.

 

Os comerciantes negros

Konate diz que eles também estão examinando relatos de Colombo, ele disse que encontrou comerciantes negros presentes nas Américas quando lá chegou.

Citam análises químicas das pontas de lanças que Colombo encontrou (ferro misturado com ouro) nas Américas, que mostram que o ouro provavelmente veio da África Ocidental.

 

clip_image005

Mali foi um reino de ouro, mas a maioria das famílias vive na pobreza

Mas os estudiosos dizem que as melhores fontes de informação sobre Abubakari II são Griots - os historiadores originais em África.

Diawara diz que a complexidade da história de Abubakari II, é que os próprios Griots impuseram um compromisso de silêncio sobre a história.

"Os Griots avaliavam sua abdicação do trono um ato vergonhoso, não é digno de louvor," segundo. Diawara.

"Por essa razão, eles se recusaram a cantar louvores ou falar deste grande homem Africano."

Diawara diz que os griots da África Ocidental, como os “Sadio Diabate”, estão lentamente começando a divulgar os segredos sobre Abubakari II.

Historiadores acadêmicos e a história oral

Mas a equipe de pesquisadores diz um desafio ainda maior é convencer os historiadores acadêmicos que a história oral pode ser tão precisa como registros escritos.

Diawara acredita que a Saga de Abubakari tem uma importante lição de moral para os líderes dos pequenos Estados Nações da África Ocidental, que já foram parte do grande império de língua mandinga.

"Veja o que está acontecendo em todos os fragmentos do que foi o império Mali, na Costa do Marfim, Serra Leoa, Libéria e Guiné.

"Os políticos estão colocando seus países em banhos de sangue, ateando fogo apenas para que eles possam se agarram ao poder", diz Diawara.

"Eles deveriam ver o exemplo de Abubakari II. Ele era um homem muito mais poderoso do que qualquer um deles. E estava disposto a desistir de tudo em nome da ciência e da descoberta."

"Isso deveria ser uma lição para todos em África hoje", conclui o Sr. Diawara.

Por Joan Baxter no Mali

Artigo publicado em 13 de dezembro de 2000

Fonte:http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/1068950.stm

versão Hugo Ferreira

domingo, 11 de novembro de 2012

O que é um Quilombo"?

Definição de Quilombo

Quilombo é a comunidade formada pela fuga de negros, índios e brancos pobres do regime de trabalho forçado, alienado e desumano: escravidão.

Serra da Barriga Vista

Como forma de sobrevivência e resistência ao poderio Brasil-Colônia. Os negros se rebelavam e fugiam de seus senhores e do meio de vida exploratório em que viviam impostamente, formando comunidades em locais dentro das matas e sertões o mais longe possível dos centros econômicos. Posteriormente, o quilombo produzira uma imagem de terra prometida para os escravos ainda cativos. Era, segundo definição do rei de Portugal, respondendo ao Conselho Ultramarino em 02 de dezembro de 1740, “toda habitação de negros fugidos que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados nem se achem pilões neles”. Estima-se que existam aproximadamente três mil comunidades no país, segundo a Seppir. A palavra quilombo é de origem Bantu (povos africanos que viviam na região hoje conhecida como Angola e África Ocidental), originalmente a palavra era utilizada para designar o lugar de pouso e paragens de viajantes e povos nômades. Foi aqui no Brasil que a palavra quilombo passou a ser empregada como definição de local de refúgio de negros escravizados.

Com o fim da escravidão muitas famílias negras continuaram a viver em áreas de quilombos preservando os costumes e a cultura de seus antepassados. Hoje essas famílias são denominadas “comunidades remanescentes de quilombos” e a maioria ainda lutam para garantir o direito de ter o título de posse de seus territórios.

O número de comunidades quilombolas existentes pelo Brasil ainda é impreciso, junto com o processo de titulação o governo está fazendo o processo de reconhecimento e catalogando as comunidades remanescentes de quilombos no país.

fonte:Redação Raízes

http://portalraizes.org/index.php?option=com_content&view=article&id=61:definicao-de-quilombo&catid=6:quilombos&Itemid=5

Qulombo dos Palmares – Serra da Barriga

 

SERRA DA BARRIGA – BERÇO DA LIBERDADE

Localizada na Zona da Mata alagoana na atual cidade de União dos Palmares, há 92 km de Maceió, nas margens do Rio Mundaú, acima do nível do mar mais de 500 metros, no então Planalto da Borborema, a SERRA DA BARRIGA antes chamada de Oiteiro da Barriga e Cerca Real dos Macacos, foi berço de liberdade de milhares de guerreiros quilombolas sublevados e determinados a viverem uma nova forma de vida, totalmente diferente da que queriam seus opressores, como povo escravizado e sem dignidade humana.

Habitaram primeiramente nos sítios e nas encostas da Serra da Barriga: A Princesa Banta – imbangala Aqualtune e seus filhos Ganga-Zumba, Ganga-Muiça, Ganga-Zona, bem como seu neto Andalaquituche irmão de Zumbi. Todos de descendência angolana da cultura Bantu dos jagas e imbangalas.

Fatos Históricos

 

1597

Fundação do Quilombo dos Palmares por Aqualtune, que posteriormente tornou a Serra da Barriga a Capital do Quilombo, servindo como residência oficial aos grandes chefes Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares, Sabendo-se que no decorrer dos tempos o Quilombo se descentralizou entre dezenas de mocambos espalhados por toda região da mata, onde cada um tinha seu comandante-em-chefe que juntos prestavam obediência ao grande chefe na Cerca Real dos Macacos, situada na Serra da Barriga.

1694

A Cerca Real foi destruída em 06 de fevereiro, após dois anos de intenso combate com os inimigos, que surpreenderam os quilombolas usando seis canhões, tipo de armamento pouco conhecido pelos palmarinos. Nesta época, residiam cerca de 5.000 (cinco mil) quilombolas, entre negros, índios e alguns brancos. Muitos foram degolados, alguns se jogaram no despenhadeiro, outros fugiram com Zumbi para a Serra Dois Irmãos entre as atuais cidades de Viçosa e Cajueiro, sendo que em média 500 (quinhentos) quilombolas foram capturados com vida.

1980

Em agosto deste ano, militantes do Movimento Negro local e nacional subiram à Serra pela primeira vez. Tal iniciativa transformou a história até os tempos de hoje. Um passo importante foi a criação do Memorial Zumbi, que tinha como objetivo primordial, recuperar a história do Quilombo dos Palmares e transformá-la em marco de luta no seio da Comunidade Negra Brasileira;

1985

Em novembro a Serra da Barriga é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico - Artístico Nacional – IPHAN.
Foi caracterizada em novembro como Conjunto Histórico Paisagístico também pelo Instituto do Patrimônio Histórico - Artístico Nacional – IPHAN;

1986

A Serra da Barriga foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagísticodo Instituto do Patrimônio Histórico - Artístico Nacional – IPHAN;

1988

Foi reconhecida no mês de março como MONUMENTO NACIONAL através do Decreto 95.855.

1994/1995

300 anos de imortalidade de Zumbi dos Palmares
A Serra foi palco de visitações e peregrinações de milhares de pessoas advindas de todas as regiões do Brasil e vários países do Continente Africano, Europeu, Norte e Sul Americano. Neste Biênio, o Movimento Negro Local e Nacional articulou junto a Fundação Cultural Palmares dois grandes eventos em homenagem aos Guerreiros Quilombolas, pelos trezentos anos de ZUMBI.
A cidade de União dos Palmares foi visitada por mais de 10.000 (dez mil pessoas), cujos shows nos “20 de novembro” (Dia Nacional da Consciência Negra) propiciaram em plena praça pública apresentações de artistas nacionais e internacionais, a exemplo do Balé Africano de Angola KALANGO KILO, dentre outros.
..............................
Em julho de 1995, um grupo de Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) em seu Encontro Nacional em Alagoas, chegara no “Trem da Liberdade” à cidade de União dos Palmares, trazendo seis vagões com centenas de militantes de todas as regiões brasileiras. Juntamente com os segmentos negros de Alagoas, subiram a pé a Serra da Barriga em plena madrugada, onde realizaram uma vigília ecumênica em homenagem aos guerreiros, a Zumbi dos Palmares e todos os seus ancestrais. Tal vigília tornou-se uma das mais belas homenagens haja vista na Serra da Barriga.
..............................
20 de novembro de 1995 – Dia em que o presidente Fernando Henrique Cardoso visitou a Serra da Barriga e a cidade de União dos Palmares, acompanhado por alguns ministros, sendo um dos visitantes o Sr. Edson Arantes do Nascimento – Pelé. Na oportunidade foi anunciada a criação de um grupo de trabalho interministerial para discutir o resgate da memória de Zumbi.
Neste mesmo dia em Brasília o Movimento Negro realizou a Macha Nacional – Zumbi 300 anos, entregando ao então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso uma série de reivindicações em favor do povo negro brasileiro.

1996

No dia 21 de março (Dia Internacional pela Eliminação do Racismo), Zumbi dos Palmares foi considerado Herói Nacional Brasileiro, inscrito no livro do tombo.
..................
Neste mesmo ano, no dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia para a Comunidade Católica, aconteceram pelo menos cinco (05) grandes Romarias da Terra, promovidas pelos segmentos: Comissão Pastoral da Terra – CPT; Comunidades Eclesiais de Base – CEBs, Pastoral de Juventude do Meio Popular – PJMP; Agentes de Pastoral Negros – APNs, dezenas de paróquias e diversos outros movimentos. Durante tais romarias, em média 3.000 (três mil) participantes, subiam a pé a Serra desde o Sitio Recanto, entoando cantos e prestando homenagens aos mártires quilombolas, inclusive tirando seus calçados ao se aproximarem do Platô da Serra por entenderem ser ali um solo sagrado.

2000

Pela primeira vez as comemorações não aconteceram no Platô da Serra da Barriga, sendo para isso, erguida uma Vila Cenográfica no sopé da Serra em terras não tombadas, cujas comemorações marcaram profundamente os visitantes que se deslumbraram com um mega show em homenagem aos ancestrais da comunidade palmarina.

2003

20 de novembro – Visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Platô da Serra da Barriga, juntamente com alguns ministros e autoridades locais, onde foram assinados vários documentos e lançada a Política Nacional de Igualdade Racial;l;

2006

É apresentado pelo Instituto Magna Mater – Organização Não Governamental de Alagoas, o Projeto: Parque Memorial Quilombo dos Palmares, que ao ser acatado pelo Ministério da Cultura, Fundação Cultural Palmares, Governo do Estado de Alagoas e Prefeitura Municipal de União dos Palmares, contemplou-se em forma de patrocínio pela Petrobrás e Ministério do Turismo.

2006

Em maio é aberto o Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

Fonte: http://www.quilombodospalmares.com.br/index.php?sec=historia_serra_barriga

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Guarani Kaiowá VITÓRIA!

 

SUSPENSA SAÍDA dos Guarani Kaiowá VITÓRIA!
Liminar que determinava saída dos Guarani Kaiowá em MS é suspensa

AGORA É LUTAR PELA DEMARCAÇÃO


Início de uma vitória do Povo Guarani Kaiowá com a ajuda de todos que se envolveram e pressionaram o governo através das redes sociais e atos de apoio pelo Brasil todo.

Vitória Garani

domingo, 28 de outubro de 2012

ENEM 54% são negros e indígenas = População Brasileira é de 51%

Enem pós-Lei de Cotas tem 54% de negros e indígenas

 

Na primeira edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) após a aprovação da Lei de Cotas, 54% dos inscritos são pretos, pardos e indígenas. Essa proporção é muito próxima à da população brasileira em geral, que é de 51%. A cor da pele é um dos critérios previstos na nova lei.

O Enem ocorre no próximo fim de semana, dias 3 e 4, com 5.791.290 inscritos. Trata-se da maior edição do exame, que nasceu como avaliação da última etapa da educação básica e se tornou vestibular em 2009. Atualmente, a nota do exame é o caminho de ingresso para quase todas as universidades e institutos federais.

Entre os 5,7 milhões de inscritos, 1,5 milhão terminou este ano o ensino médio. Desse grupo específico, 80% (mais de 1,2 milhão) vêm da escola pública e poderão se beneficiar da reserva de vagas que a lei garante.

Em 2013, 12,5% das vagas nas federais deverão ser ocupadas por alunos da rede pública. Em quatro anos, a taxa deve chegar a 50%. As universidades ainda precisam respeitar critérios econômicos (com reserva para candidatos com renda familiar de 1,5 salário mínimo per capita) e raciais para a distribuição das vagas - no caso racial, terá de seguir a proporção da população por Estado. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

Foto 1 de 11 - Mais de 5,7 milhões de estudantes devem realizar as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 nos dias 3 e 4 de novembro. O coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, selecionou dez dicas que podem ajudar os candidatos a obter um bom resultado no exame. Confira as dicas do professor nas próximas páginas Mais Rodolfo Buhrer/UOL

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/10/28/enem-pos-lei-de-cotas-tem-54-de-negros-e-indigenas.htm

sábado, 27 de outubro de 2012

O Contestado - Restos Mortais

 

 

Sylvio Back volta a investigar a Guerra do Contestado

Depois de quatro anos de guerra, envolvendo milhares de posseiros, pequenos proprietários, comerciantes, autoridades municipais, índios, negros, imigrantes europeus e fanáticos religiosos versus forças militares, coronéis e seus jagunços,  sobrou o trágico saldo de mais de 20 mil mortos.

clip_image002

Um filme de Sylvio Back

O diretor retoma o tema trabalhado em A Guerra dos Pelados, de 1971, mas de forma surpreendente: relatos são feitos por mensagens espirituais transmitidas por trintas médiuns. Em outro documentário, em que aborda o suicídio do pintor Miguel Bakun, Back já havia recorrido ao transe mediúnico.

 

A estreia nacional do filme coincide com o registro de cem anos do início do conflito entre Paraná e Santa Catarina, deflagrado em 22 de outubro de 1912 no Combate do Iraní. Depois de quatro anos de guerra, envolvendo milhares de posseiros, pequenos proprietários, comerciantes, autoridades municipais, índios, negros, imigrantes europeus e fanáticos religiosos versus forças militares, coronéis e seus jagunços,  sobrou o trágico saldo de mais de 20 mil mortos.

Sylvio Back volta a investigar a Guerra do Contestado

 

clip_image003 Milícia a serviço dos "coronéis" do Contestado. Foto de Claro Jansson

Um dos mais importantes e provocativos documentaristas brasileiros, Sylvio Back está amolando o sabre para mais uma investida no cipoal de mitificações da História do Brasil. Dessa vez, será a Guerra do Contestado, que empapou de sangue o sertão catarinense entre 1912 e 1916. Às vésperas das filmagens de O Contestado – Restos Mortais, O episódio já havia sido objeto de um filme de ficção de Back, A Guerra dos Pelados (1971), sua maior aproximação à vertente glauberiana do Cinema Novo.

O Contestado - Restos Mortais" é o registro detalhado sobre esta guerra centenária, ocorrido no estado do Paraná e de Santa Catarina. O documentário dirigido por Sylvio Back conta com os depoimentos de historiadores e médiuns incorporados, relatando as batalhas de um povo