quinta-feira, 19 de maio de 2011

Da crise da República ao fim do Império Romano

Crise da República ao fim do Império Romano

Texto para o Novo Telecurso - Ensino Médio

A conquista de novos territórios acabou enriquecendo um pequeno grupo de famílias que se encarregaram de governar e administrar as riquezas. Ser governador de uma província era o mesmo que ter ganho um atestado de riqueza. Foi assim que um pequeno grupo, ligado ao Senado, tornou-se praticamente dono da república.

As causas das lutas sociais

Após as guerras, as terras conquistadas eram repartidas entre soldados e colonos romanos. Na realidade, essas terras foram entregues a minorias privilegiadas, ligadas ao Senado. Formaram-se, assim, grandes propriedades, chamadas latifúndios, cultivadas por milhares de escravos, que chegavam como prisioneiros de guerra.
Com a mão-de-obra gratuita dos escravos, os produtos dos latifúndios chegavam a Roma com preços muito baixos, arruinando os pequenos produtores.
Para saldar suas dívidas, os colonos tiveram de vender suas terras aos próprios ricos, e acabaram por se juntar ao imenso batalhão de desempregados e mendigos que viviam em Roma.
Não demorou para que se formassem dois partidos, cujos interesses eram radicalmente opostos.
  1. De um lado, o Partido Senatorial, formado pela minoria, queria que as coisas ficassem como estavam.
  2. Do outro lado, o Partido Popular, mais numeroso, mas carente de líderes que o organizassem, lutava para diminuir os poderes do Senado.
RESULTADO: A luta entre os partidos foi áspera e violenta, e terminou numa sangrenta guerra civil.
Os reformistas

Nesse clima de disputa, surgiram personagens que se dedicaram a promover reformas para melhorar a situação social da maioria dos cidadãos.
O líder do Partido Popular não demorou a surgir. Em 133 a. C., Tibério
Graco foi eleito tribuno. Apesar de ser de uma família patrícia, Tibério simpatizava com as causas populares. Ele propôs a lei da Reforma Agrária, em que o Estado deveria dividir as terras em benefício das famílias pobres.
 
Irmãos Gracos Tibério e Caio Graco
Os ricos, ligados ao Partido Senatorial, assassinaram Tibério e o seu projeto foi esquecido. Dez anos depois, seu irmão mais novo, Caio Graco, aprovou leis que beneficiaram os pobres, distribuindo comida e combatendo o desemprego.
Também propôs medidas simpáticas ao Partido Senatorial. Quando tentou conceder a cidadania romana aos demais habitantes da península Itálica, enfrentou a oposição de ricos e pobres, morrendo assassinado pelo Partido Senatorial, em 121 a.C.
Caio-Mario Caio Mario
Pouco tempo depois do assassinato de Caio Graco, o partido Popular elegeu Caio Mário, militar filho de camponeses. Os sucessos militares de Mário fortaleceram sua posição no partido. A partir desse momento, o exército romano deixou de ser nacional para tornar-se uma força fiel ao chefe. Mário foi eleito cônsul durante seis anos seguidos. Apesar disso, as tão desejadas reformas não se concretizaram.

A primeira guerra civil

Enquanto os dois partidos se desafiavam, aconteceu uma rebelião na Ásia Menor. O Senado declarou a guerra contra Mitridates, rei do Ponto, e nomeou Sila, líder do Partido Senatorial, que já havia sufocado uma revolta de italianos contra o poder romano, como comandante do exército. O Partido Popular não aceitou a nomeação de Sila. Foi o início da guerra civil.
Cornelius Sila Sila
Os dois partidos lutaram nas ruas até que Sila venceu. O Partido Popular foi esmagado e o Partido Senatorial revogou todas as leis que concediam benefícios aos pobres.
Quando terminou a guerra contra Mitridates, Sila teve de voltar para Roma às pressas. Mário havia retornado e iniciado a perseguição aos senatoriais. Sila tornou a entrar com suas tropas em Roma, disposto a derrotar Mário definitivamente.
Mário morreu no meio do conflito; e os populares, mal-organizados, não conseguiram enfrentar as tropas de Sila. Após uma terrível matança, Sila dominou a cidade.
O Senado o nomeou ditador perpétuo. Sila decretou a pena de morte para os membros do Partido Popular. Milhares de pessoas foram vítimas de torturas e assassinatos. Sila também aproveitou para reformar as leis, conforme os interesses de seu partido.
  • O Senado se transformou na autoridade máxima da república.
  • Os tribunos e os comícios populares perderam todo o poder.
Em contrapartida, Sila incentivou a construção de obras públicas e distribuiu terras entre os soldados, para diminuir o desemprego.
Em 79 a.C., Sila devolveu seus poderes ao Senado e retirou-se.

A luta pelo poder

Depois da retirada de Sila, a liderança do Partido Senatorial ficou por conta dos novos cônsules, os generais Pompeu e Crasso. Eles revogaram as leis repressivas, restabeleceram o poder dos tribunos e diminuíram o poder do Senado. Dessa maneira, a situação política ficou mais equilibrada.
Apesar disso, Roma teve de lidar com várias revoltas, como a de Espártaco, em 72 a.C., que comandou uma sublevação de mais de 70 mil escravos. Também os piratas do Mediterrâneo, aproveitando a confusão, desorganizaram o comércio de Roma.
Esses acontecimentos proporcionaram um bom pretexto para que Pompeu aumentasse sua popularidade, esmagando o que restava da sublevação de escravos.

O primeiro triunvirato

Quando Pompeu anunciou que voltaria a Roma, o Senado promoveu uma campanha difamatória, procurando desmoralizá-lo. A essa altura dos acontecimentos, o tribuno Caio Júlio César voltara da Espanha, onde havia realizado um excelente governo. Pompeu aliou-se a Júlio César e a Crasso para derrotar o Senado, em 60 a.C. Eles juraram que apoiariam uns aos outros na repartição das magistraturas. Isso permitiu que governassem sem o Senado. O pacto entre os três foi chamado de triunvirato, o governo de três varões.
Esse pacto, entretanto, não durou muito tempo, pois, mais cedo ou mais tarde, o governo seria exercido por um só homem, o mais forte dos três.

Júlio César (100 a. C.-44 a. C.)

Júlio César sempre simpatizou com as causas populares, pois também era sobrinho adotivo de Mário. Ocupou todos os cargos públicos que um cidadão romano podia ocupar. Além disso, aprovou uma nova lei agrária e reformou as demais leis. Foi assim que conquistou a confiança dos mais pobres e o temor do Senado.

A segunda guerra civil

Após conquistar a Gália, César tornou-se o homem mais poderoso de Roma. Insatisfeito, Pompeu rompeu a aliança do triunvirato e juntou- se ao Partido Senatorial. Ele forçou o Senado a proclamá-lo ditador e exigiu que César voltasse para Roma sem os seus exércitos. Estimulado pelas tropas que liderava, César atravessou o rio Rubicão com seu exército, o que era proibido pelas leis romanas. Começava a segunda guerra civil.
César, vitorioso, entrou em Roma, escolheu um novo Senado e anistiou, ou seja, perdoou, todos os seus opositores. Uma vez tomadas essas medidas, perseguiu Pompeu, que fugiu para o Egito. Lá foi assassinado, e César elegeu Cleópatra rainha do Egito.
Depois de derrotar os últimos aliados de Pompeu, César foi proclamado o pai da pátria e pôde, então, realizar várias reformas.
Detalhe de estátua de Júlio César.clip_image002

A ditadura de César

César foi nomeado ditador perpétuo e imperator, que significava chefe absoluto das forças de mar e terra, além de pontífice máximo, ou seja, principal sacerdote romano.
A preocupação fundamental de César foi a reorganização da administração romana. Realizou várias reformas muito importantes.
  • Fez com que o Senado fosse internacionalizado, ou seja, seus 900 membros não seriam apenas cidadãos nascidos em Roma.
  • Decretou o fim da escravidão por dívidas, repartiu terras e fundou colônias.
  • Moralizou a administração, realizou grandes obras públicas e reformou o calendário. (Atualmente, utilizamos o calendário juliano instituído por Júlio César.)
O fim de César

A aristocracia dos senadores não suportava a idéia de que César se tornasse rei. Para impedir que isso ocorresse em 44 a.C., César foi assassinado com
28 punhaladas, uma delas dada pelo filho adotivo, Bruto. Quando o viu no meio dos assassinos César lhe disse: “Até tu, Bruto?”.

O segundo triunvirato

Após o assassinato, Marco Antônio, Otávio e Lépido formaram o segundo triunvirato. Iniciaram-se perseguições. Quase todos os membros do Senado foram aniquilados. Finalmente, decidiram dividir o governo em três partes.
Lépido renunciou ao seu quinhão. Só restaram Otávio e Marco Antônio: um dos dois estava “sobrando”.
clip_image004A pintura mostra o momento em que César é assassinado.

A terceira guerra civil

O governo de Otávio pôs fim às perseguições. Enquanto isso, Marco Antônio se instalou em Alexandria e casou-se com a rainha Cleópatra. Ele prometera a
Cleópatra que a transformaria em rainha de Roma. Otávio usou isso como pretexto para livrar-se de Marco Antônio, declarando guerra ao Egito. Em 31 a.C., a frota egípcia foi derrotada, e Cleópatra e Marco Antônio se suicidaram. A partir daquele momento, o Egito passou a ser uma província romana.
Otávio era o único dono do poder em Roma. Ele inaugurou uma nova forma de governo, o império, que durou quinhentos anos.

O império cristão

Os romanos sempre foram tolerantes com outras crenças e religiões. Apesar disso, alguns imperadores rejeitaram o cristianismo e o consideraram um
“perigo público”. Para eles, o cristianismo não era apenas uma nova crença, mas um novo sistema de vida que se contrapunha ao romano. Cristo pregava o amor, a misericórdia e o perdão: o que importava era levar uma vida virtuosa.
Os cristãos rejeitavam os cultos pagãos e se recusavam a reverenciar o imperador como se fosse um deus.
As perseguições
O confronto entre os cristãos e as autoridades imperiais começou trinta anos após a morte de Jesus e se prolongou durante três séculos, com intervalos.
Em geral, a atitude do Estado romano diante do cristianismo era de indiferença.
Alguns imperadores perseguiam os cristãos porque eles se recusavam a pagar impostos e a adorar os deuses oficiais do Estado.
A falta de moral e a situação calamitosa do império no século III inverteram essa situação. A partir da conversão do imperador Constantino, o cristianismo se tornou a religião oficial do império.

Constantino e o triunfo cristão

Ao vencer uma batalha contra um aspirante a imperador, Constantino se converteu ao cristianismo e promulgou o Edito de Milão (ano 313), estabelecendo a liberdade de culto em todo o império.
A partir desse momento, e dada a crise generalizada, o cristianismo ganhou terreno. Ele prometia, a homens e mulheres, a salvação pessoal. Além disso, as comunidades cristãs ofereciam serviços, tais como cuidado de crianças e sustento dos desprotegidos. Começam a surgir os primeiros templos e escolas públicas cristãs.
Nessa época, a igreja cristã adotou o cerimonial imperial e se submeteu ao controle do Estado romano.

O desmoronamento do Império do Ocidente

Assim como o cristianismo conquistou o império por dentro, outros invasores quebraram o poder militar que mantinha as fronteiras.
O avanço dos hunos, vindos das estepes asiáticas, provocou o deslocamento dos povos germânicos próximos das fronteiras romanas. Em 378, 200 mil visigodos invadiram o império e ocuparam a Trácia. Outros povos germânicos imitaram o exemplo dos visigodos e, em pouco tempo, a penetração de povos germânicos tornou-se violenta. Visigodos e vândalos saquearam Roma e o império

Os germanos que invadiram o Império do Ocidente não viviam em cidades.

As cidades se reduziram a fortificações: a decadência da vida urbana é uma das principais marcas do novo período histórico que se inicia. A economia tornou se estritamente agrícola: a produção dos campos apenas dava para alimentar os trabalhadores rurais e sustentar os senhores das terras.
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Invasões bárbaras

O Império do Oriente

A parte oriental do Império Romano sobreviveu durante mais mil anos.
A partir do século VI, o Oriente começava uma vida própria, e a Europa
Ocidental iniciava um longo período de reconstrução.
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Reinos Bárbaros e o Império do Oriente - Bizâncio

A cultura romana e seu legado

Roma deixou para o mundo um legado construído ao longo de mil anos.
Povo de organizadores deixou-nos um sistema de direito. O respeito que os romanos tinham pela cultura dos submetidos lhes deu uma civilização internacional. Mas eles também foram responsáveis pela romanização de vários povos. Seus valores eram assimilados pelos demais povos europeus e continuaram regendo a vida das pessoas durante o período que ficou conhecido como Idade Média.

Exercícios
Exercício 1 Quais foram as causas das lutas sociais durante a república?
Exercício 2 O que foi a “orientalização” do império?
Exercício 3 Por que o cristianismo ganhou terreno dentro do Império Romano?

ASSISTA OS VÍDEOS:

Novo Telecurso - Ensino Médio - História - Aula 10 (1 de 2)



Novo Telecurso - Ensino Médio - História - Aula 10 (2 de 2)

terça-feira, 17 de maio de 2011

O mundo romano: da Monarquia à República

Texto para acompanhar o vídeo do Novo Telecurso - Ensino Médio - História - Aula 09 (1 de 2)

Os romanos deixaram marcas culturais e políticas que ajudaram a moldar o mundo contemporâneo. Muitos traços da história romana estão presentes em nossa vida cotidiana.
Em primeiro lugar, na língua. O português é derivado direto do latim, a língua dos romanos. Também do latim derivam o espanhol, o francês, o italiano e o romeno.
Na política, igualmente, a idéia de república (que quer dizer res publica, a “coisa pública”) se aprimorou, com os partidos políticos, o Senado e as assembléias, com a representação popular (plebéia) e aristocrática (patrícia).
Houve também - é verdade que em poucos momentos - uma separação entre a propriedade pública (do Estado) e a particular.
A justiça passou a ser mais bem distribuída no período republicano.
Até mesmo a questão da reforma agrária foi discutida.
Na construção das cidades, com suas funções bem planejadas, já despontava nossa civilização do Ocidente. Na arquitetura, na rede de estradas que ligava o extenso mundo abrangido pelos romanos, nas artes em geral, pode-se notar a força de uma cultura que soube se apropriar das anteriores - da grega em especial - e criar sua própria identidade.
Na filosofia, no direito civil (de civitas, “cidadania”; o direito do cidadão), na literatura, os romanos deixaram traços fortes, que o tempo não apagou.

Roma monárquica

Você já deve ter ouvido falar da lenda de Rômulo e Remo, os gêmeos jogados no rio Tibre ainda bebês, que foram alimentados por uma loba. Pois bem, essa lenda conta a história dos irmãos que fundaram a cidade de Roma, na parte central da península Itálica. Lá, famílias de pastores latinos criaram várias aldeias confederadas sob a liderança de Alba Longa.
A partir dessa pequena aldeia, os romanos construíram um império sem
gual no mundo antigo. Espalharam sua língua e criaram um tipo de vida muito particular: uma sociedade essencialmente agrícola, que utilizava mão-de-obra escrava e cujo espaço político e cultural foi a cidade.

A fundação de Roma (753 a. C.)

A região do Lácio era baixa e pantanosa. Portanto, não era um lugar muito saudável para viver. Apesar disso, os latinos decidiram ficar por lá mesmo, e construíram suas aldeias sobre as colinas da região para fugir das inundações do rio Tibre.
Na época em que chegaram ao Lácio, os latinos encontraram os gregos ocupando o sul da península, a Magna Grécia; e os etruscos, que ocupavam o centro e o norte da península.
Pensando em aproveitar o rio Tibre para se defender dos etruscos, várias famílias de Alba Longa se fixaram no monte Palatino, que tinha uma boa visão em caso de algum ataque. No ano de 753 a.C., eles fundaram a aldeia de Palatina.
Algum tempo depois disso, outras famílias latinas se fixaram nas seis colinas da região e formaram a Liga dos Sete Montes. A aldeia de Alba Longa comandava a Liga, pois era a aldeia mais importante.
Apesar de terem se fixado num lugar estratégico, os latinos não conseguiram conter o avanço dos etruscos, que dominaram o Lácio e o transformaram no centro da luta contra os gregos. Eles juntaram as aldeias que formavam a Liga e criaram a cidade de Roma, na região das sete colinas. Depois disso, deixaram a cidade sob o governo de um rei absoluto, como os reis do Oriente Médio que já estudamos.
Os etruscos transformaram Roma numa cidade muito próspera. Durante esse período, a cidade foi governada por três reis:

· Tarquínio, o Antigo, embelezou a cidade, construiu um circo e a praça pública, que eles chamavam de foro, construiu o esgoto principal, que existe até hoje.
· Sérvio Túlio levantou a primeira muralha da cidade e, proclamou as primeiras leis sociais.
· Tarquínio, o Soberbo, tentou conquistar as colônias gregas do sul da península, mas foi derrotado. Essa derrota, em 520 a.C., marcou o fim do domínio etrusco.
· Os latinos aproveitaram a derrota dos etruscos e os expulsaram do Lácio, em 509 a.C. Depois disso, só restaram às ruínas de seus monumentos e sua cultura, que foi assimilada pelos latinos.

clip_image002Rômulo e Reno amamentados pela loba – representação da lenda.

A lenda de Rômulo e Remo

A lenda que narra a fundação da cidade de Roma é conhecida no mundo inteiro. O escritor Virgílio, autor da Eneida, conta que Enéias, um príncipe troiano, fugiu para a península Itálica depois que os gregos destruíram a cidade de Tróia. No Lácio, fundou a cidade de Alba Longa.
A lenda conta que Enéias foi sucedido por doze reis, até que houve uma briga entre dois irmãos que queriam ser os reis de Alba Longa.
A disputa pelo trono
O irmão que venceu, mandou matar os filhos e os netos do outro irmão. Os gêmeos, Rômulo e Remo, foram jogados pelo tio-avô no rio
Tibre. Os deuses protegeram os meninos, que foram amamentados por uma loba e criados por uma família de pastores.
Uma vez adultos, Rômulo e Remo voltaram para Alba Longa, mataram o tio-avô e devolveram o trono da cidade ao legítimo sucessor, o avô deles. O avô permitiu que eles fundassem uma cidade. Assim,
Rômulo fundou a cidade de Roma, sobre sete colinas, junto com alguns seguidores.

350px-Roma Sete Colinas de Roma Rio Tibre as setes colinas de Roma.

O governo dos romanos

A lenda narrada por Virgílio também revela que depois de Rômulo, a cidade de Roma teve sete reis. Rômulo matou seu irmão, Remo, e foi o primeiro rei de Roma. Ele organizou o Senado, uma das principais instituições de governo em Roma, e dividiu a sociedade romana em dois grupos: os patrícios e os plebeus. Rômulo foi sucedido por outros três reis romanos. Depois disso, Roma foi governada por três reis etruscos, conforme já vimos.

A sociedade romana

Vejamos, agora, como era a sociedade romana durante a monarquia.
O povo romano era formado pelos descendentes das famílias que teriam participado da fundação de Roma. Eles eram os patrícios, descendentes dos pais da cidade. Só eles podiam ocupar os cargos públicos e governar. Além disso, tinham se apossado das melhores terras da região e formavam uma aristocracia de várias famílias ligadas por laços de parentesco. Cada família formava uma gens. Os chefes das gens integravam o Senado romano.
Os patrícios romanos se reuniam numa assembléia chamada comício, para propor e votar as leis da cidade. Os patrícios eram classificados em trinta grupos de famílias chamados de cúrias. O comícios curiados escolhiam os reis e os demais funcionários do governo.
O outro grupo da sociedade romana era constituído pelos plebeus. A plebe era formada pelos estrangeiros e pelos romanos que não tinham um antepassado que houvesse participado da fundação da cidade. Os plebeus viviam livremente em Roma, embora não tivessem direitos e não participassem do governo.
Para melhorar a situação de vida, muitos plebeus se tornavam protegidos, ou clientes, de alguma família patrícia. Em troca, tinham de prestar favores a esses patrícios.
Roma também contava com um grande número de escravos. Os escravos eram tratados como se fossem coisas. Eles nem existiam na legislação romana.
Os plebeus que não pudessem pagar suas dívidas e os prisioneiros de guerra eram escravizados.

A família romana

A família teve um papel muito importante dentro da sociedade romana.
Toda a organização da sociedade girava em torno dos laços de parentesco, e estes laços, por sua vez, estavam ligados à religião.
A família romana era formada por todos aqueles que prestavam homenagem a um antepassado. Isso incluía o pai, a mãe, os filhos, os clientes e até os escravos.
A autoridade do pai era absoluta dentro de casa. Ele tinha poder de vida e morte sobre a mulher e os filhos. A figura da mãe era muito respeitada e gozava de muito prestígio. Apesar disso, a mulher não participava da vida pública nem tinha independência dentro de casa: lá era subordinada ao pai, ao marido ou ao filho mais velho.

A religião

Os romanos eram muito religiosos. Mas eram tão supersticiosos que achavam que tinham de adotar os deuses dos povos com os quais entravam em contato para facilitar a convivência entre ambos. Graças a isso, a religião romana assimilou as crenças de vários povos.
Os latinos praticavam o culto doméstico, veneravam os espíritos dos antepassados e os lares, os gênios protetores da casa. O pai da família desempenhava o papel de sacerdote.
Cada cidade tinha seu altar com fogo sagrado no templo de Vesta, a deusa protetora do Estado. Lá, as vestais, virgens de famílias importantes, alimentavam o fogo sagrado.
Sob o domínio dos etruscos, os latinos adotaram os deuses deles, seus rituais de adivinhação e presságios. A partir desse momento, tais rituais marcaram profundamente a vida pública romana. Nessa época, os latinos assimilaram também os rituais sanguinários - as lutas entre gladiadores.
Dos gregos, os romanos assimilaram os deuses do Olimpo, embora lhes tenham trocado os nomes.
 

Roma republicana (509 a.C.-27 a.C.)

O estabelecimento da república coincide com a expulsão dos etruscos e o início da expansão territorial de Roma. Inicialmente, os patrícios mantiveram os privilégios que tinham sob a monarquia. Com o passar do tempo, foram obrigados a partilhar o poder: os plebeus lutaram para conquistar o direito de participação no governo. Nessa época surgiu entre os romanos um forte ideal militar. Em breve, dominariam todo o Mediterrâneo ocidental e oriental.
As autoridades republicanas
A queda da monarquia romana não significou uma mudança no governo da cidade. A aristocracia patrícia continuou governando, apesar das pressões dos plebeus. A república era governada pela classe dos patrícios. As únicas novidades que a república trouxe, em termos de governo, foram as seguintes.
  • O rei foi substituído por dois cônsules - uma vez por ano, cada cônsul era eleito pelas cúrias patrícias; eles tinham os mesmos poderes que os reis.
  • Em casos excepcionais, ou seja, em caso de guerra ou de algum acidente muito grave, os cônsules eram substituídos por um ditador, que governava durante seis meses; não precisava consultar ninguém para governar, e tinha até direito de vida e morte sobre os cidadãos romanos.
  • O Senado, formado por trezentos membros vitalícios, ou seja, que só eram substituídos quando morriam, assumiu papéis cada vez mais importantes, tais como o controle sobre fundos públicos e o poder de veto sobre os atos da
  • Assembléia, formada por patrícios romanos escolhidos pelas gens.
As lutas sociais entre patrícios e plebeus
A desigualdade social imposta pelos patrícios sobre o resto dos romanos foi contestada pelos plebeus, que lutaram durante duzentos anos para conquistar os mesmos direitos dos patrícios. No final desses duzentos anos, os plebeus conquistaram muitos desses direitos sociais. A diferença que existia entre patrícios e plebeus praticamente desapareceu.
Essas conquistas foram possíveis porque os plebeus formavam a maioria das tropas romanas. Se eles lutavam nas guerras, era justo que eles também participassem do governo da cidade. Com o passar do tempo, os patrícios não tiveram outra saída senão ceder às pressões dos plebeus.

Os magistrados plebeus

Uma das primeiras conquistas dos plebeus foi a possibilidade de terem representantes, magistrados, no governo romano: eram os tribunos da plebe, que defendiam os interesses dos plebeus. Os edis, inspetores plebeus, ajudavam o trabalho dos tribunos, vigiavam a limpeza da cidade, controlavam os preços dos mercados e exerciam certas funções policiais.
Para equilibrar essas conquistas, os patrícios criaram os censores, que também eram patrícios. Eles eram encarregados de fazer as listas de todos os candidatos a cargos públicos e os julgavam, para ver se eram dignos de ocupá-los. Muitas vezes, os censores não permitiam que os candidatos que defendiam os interesses dos plebeus chegassem ao governo.

As leis escritas

Outra conquista dos plebeus foi o acesso às leis romanas. Só os patrícios podiam julgar as disputas que surgiam entre as pessoas, pois só eles conheciam as leis. Os plebeus não tinham como se defender.
Em 454 a.C., formou-se uma comissão de dez juízes que se encarregaram de escrever as leis. A publicação da Lei das Doze Tábuas, assim chamada porque estava escrita em doze pranchas de bronze, facilitou a defesa dos plebeus, e foi o ponto de partida do direito romano.

As assembléias populares

Com o passar do tempo, os plebeus conseguiram o direito de participar dos comícios. As leis começaram a ser discutidas nas assembléias dos integrantes das centúrias. Cada centúria constituía um batalhão do exército. Essas assembléias eram chamadas de comícios centuriados. Como todos os romanos faziam parte do exército, todos participavam desses comícios. Apesar disso, os patrícios ainda tinham mais poder: o exército era formado levando em conta a riqueza dos cidadãos.
Em 470 a.C., a cidade foi dividida em bairros chamados tribos. Cada bairro formava uma assembléia que tinha direito a voto. Nesses comícios por tribos, que também eram chamados de plebiscitos, os plebeus sempre eram a maioria.
No início, os patrícios não aceitaram as decisões tomadas pelos plebiscitos. Mas, com o passar do tempo, tiveram de se submeter a essa conquista da plebe.
  • As leis licínias, promulgadas em 367 a.C., obrigavam um dos dois cônsules a ser plebeu.
  • As leis canuléias, promulgadas em 345 a.C., permitiam que os plebeus se casassem com patrícios.
  • Depois das conquistas obtidas pelos plebeus, todo cidadão romano podia candidatar-se a qualquer cargo público e exercê-lo, fosse ele plebeu ou mesmo patrício.

A expansão romana na península Itálicaclip_image004
Quando as lutas sociais se apaziguaram, Roma pôde dispor de seu poderoso exército para conquistar a península Itálica, avançando em direção ao sul e vencendo os samnitas e os gregos. Após dominar a região da Magna Grécia, em 265 a.C., Roma era dona absoluta da península Itálica. Suas aspirações, agora, incluíam terras de além-mar.
 

  
 
As guerras púnicas (264 a. C-146 a. C.)
Depois da conquista da península Itálica, Roma se tornou uma das cidades mais poderosas do Mediterrâneo. Era inevitável, portanto, que seus interesses se chocassem com os de um vizinho muito poderoso: Cartago.
No norte da África, a cidade de Cartago era o centro de um próspero império comercial de origem fenícia. O duelo entre romanos e cartagineses durou 120 anos e se desenvolveu em três etapas.
Foram as chamadas guerras púnicas ("púnico", vem do latim poemi, quer dizer fenício).
 
  1. Na primeira guerra púnica (264 a. C.- 240 a. C.), Roma conseguiu tomar a ilha da Sicília.
  2. Na segunda guerra púnica (220 a. C.- 202 a. C.), Roma lutou contra o grande general cartaginês Aníbal, que conseguiu várias vitórias mas não foi capaz de impedir os romanos de reafirmar seu poder sobre a península.
  3. ·Cinqüenta anos após a derrota, Cartago tinha renascido, graças ao comércio
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2ª. Guerra Púnica
Invasão da Itália general cartaginês Aníbal
Setas Verdes exército de Cartago
Setas Vermelhas exército de Roma


3.   Roma não se conformou e atacou novamente: foi a terceira guerra púnica (150 a. C.-146 a. C.). Em 146 a.C., Cartago foi totalmente arrasada, e seus habitantes, degolados. O Senado romano ordenou que se passasse um arado sobre as ruínas da cidade, salgou a terra e declarou o território amaldiçoado.
· A partir desse momento, o norte da África transformou-se em mais uma província romana. Senhora absoluta do Mediterrâneo, Roma empreendeu a conquista do Oriente, tomando territórios da Grécia e da Síria.
· Exercício 1
Como estava organizada a sociedade romana no período monárquico?
· Exercício 2
Por que ocorreram lutas sociais entre patrícios e plebeus, e o que resultou dessas lutas?
· Exercício 3
Qual das conquistas dos plebeus que lhes permitiu obter a maioria dos votos?


clip_image007Via Apia: uma das principais estradas romanas.











Novo Telecurso - Ensino Médio - História - Aula 09 (1 de 2)




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segunda-feira, 16 de maio de 2011

“MEC anuncia ''datas prováveis'' de prova do Enem”

Dias de prova devem ser 22 e 23 de outubro e outra edição está marcada para maio de 2012; edital será divulgado na próxima quinta-feira
14 de maio de 2011 | 0h 00

- O Estado de S.Paulo
ESTADÃO.EDU
O edital com todas as informações sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será publicado na próxima quinta-feira. O Ministério da Educação adiantou que os dias 22 e 23 de outubro são tidos como quase certos para a realização da prova. No documento, que será publicado no Diário Oficial da União, também será anunciada a data da próxima edição, em maio de 2012.
Duas datas cogitadas para maio seriam os dias 5 e 6. O MEC sempre quis que o Enem tivesse duas edições por ano. No ano passado, em março, o ministro Fernando Haddad cancelou a edição do primeiro semestre, que seria realizada entre abril e maio. Segundo foi divulgado na época, temia-se que, se fosse feita uma licitação, em que pesa o menor preço, o órgão contratado para realizar o exame não daria condições de segurança para a prova nacional.
Neste ano, segundo o MEC, 59 instituições públicas de ensino superior se cadastraram para elaborar as questões do Enem. Elas serão pagas a cada item criado, testado e aprovado.
Novas exigências. Conforme o MEC havia antecipado no mês passado, uma das novidades do próximo Enem será a proibição do uso de celulares. Os candidatos serão obrigados a deixar os aparelhos fora da sala de aula.
O ministério adotou essa precaução porque, no ano passado, muitos alunos tentaram fraudar a prova tirando fotografias.
Veja a reportagem completa em:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110514/not_imp719102,0.php

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Roma Civilização Romana 1

Monarquia e República
Roma Antiga é a civilização na península Itálica durante o século VIII a.C. a partir da cidade de Roma. Nos doze séculos de existência, a civilização romana transitou da Monarquia para uma República Oligárquica até se tornar num vasto Império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural.
Vários fatores sócio-políticos causou o seu declínio, e o império foi dividido em dois. A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida, pelos historiadores modernos, como Império Bizantino a partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada para demarcar o início da Idade Média.
1. LOCALIZAÇÃO: Península Itálica.
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2. Modo de Produção Escravista.
3. TEORIAS DE FORMAÇÃO:
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Teoria Mitológica: lenda de Rômulo e Remo.
O Mito da fundação de Roma
Lenda: Roma foi fundada no ano 753 a.C. por Rômulo e Remo, filhos gêmeos do deus Marte e da mortal Rea Sílvia. Ao nascer, os dois irmãos foram abandonados junto ao rio Tibre e salvos por uma loba, que os amamentou e os protegeu. Por fim, um pastor os recolheu e lhes deu os nomes de Rômulo e Remo. Depois de matar Remo numa discussão, Rômulo deu seu nome à cidade. A história, por sua vez, nos diz que algumas tribos de origem sabina e latina estabeleceram um povoado no monte Capitolino, junto ao rio Tibre.
OBRA: Eneida (Virgílio).
Teoria Histórica: Fusão de povos:
  • Lígures e Sículos (autóctones);
  • Italiotas (indo-europeus);
  • Etruscos (norte/centro): militarismo.
  • Latinos (centro): língua.
  • Gregos (sul / 2ª Diáspora): mitologia.
Séc. VIII a.C.: Romum (“cidade do rio”): fortificação militar latina fundada às margens do rio Tibre para conter invasões etruscas deu origem à cidade de Roma.
4. ETAPAS HISTÓRICAS:

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4.1. MONARQUIA: 753 a.C. – 509 a.C.


Período lendário, Roma foi governada por sete reis que tinham poder absoluto. O Senado, formado por chefes de família, os aconselhava. Por volta de 575 a.C., os reis etruscos dominaram Roma e influenciaram decisivamente o início da civilização romana. Ditaram leis prudentes em favor do artesanato e do comércio, com os quais Roma adquiriu grande importância. Aos poucos, porém, esses reis deram lugar a outros monarcas, violentos e tirânicos, que desprezavam as opiniões do Senado.

· Domínio Etrusco  7 reis lendários.

  • · Falta de fontes escritas = história baseada em mitos.
  • · Origem: genos/Paters.
  • · Crescimento demográfico = escassez de terras = Propriedade Privada.
  • Sociedade: Censitária.
  • Patrícios: latifundiários.
  • Plebeus: “homens livres”, artesãos e pequenos proprietários.
  • Clientes: “agregados” dos Patrícios.
  • Escravos: nº reduzido.

· 509 a.C.: Revolta Patrícia:

· Patrícios + Clientes + Plebeus X Etruscos.
· Causa: tentativa etrusca de confisco das terras patrícias.
· Resultado: Vitória patrícia
· FIM DA MONARQUIA.
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4.2. REPÚBLICA: 509 a.C. – 27 a.C.

Sociedade

Patrícios e plebeus

  • Os cidadãos livres se dividiam em patrícios e plebeus.
  • Patrícios eram os descendentes das famílias dos antigos chefes tribais. No início da República, eles constituíam a classe dirigente.
  • Plebeus não tinham linhagem aristocrática e não possuíam direitos políticos.
  • No século III a.C., após as guerras, surgiram novas camadas sociais: cavaleiros ou homens novos (plebeus enriquecidos no comércio) e clientes (dependentes dos patrícios). A partir daí, a organização social já não se estabelecia em função do nascimento, mas sim da riqueza.
A república e seus magistrados
As famílias patrícias que formavam o Senado, temerosas de perder seu poder diante da tirania dos reis, os expulsaram e proclamaram a República. Esta se baseava em três órgãos: o Senado, os magistrados e as Assembléias, simbolizados pela conhecida sigla S.P.Q.R. (Senatus Populusque Romanus, ou seja, "Senado e povo romano").
O trabalho dos escravos
Com as guerras de expansão, os escravos em Roma eram muito numerosos. Não eram considerados seres humanos, mas sim propriedades e, portanto, eram explorados e vendidos como mercadorias. Seu trabalho, no artesanato e na agricultura, era decisivo para a produção de bens necessários para a sociedade. Podiam comprar a sua liberdade ou então serem libertados pelo proprietário. A partir do século II a.C., sucederam-se diversas rebeliões de escravos, como a comandada por Espártaco.
O exército romano
Centurião 70_aC Centurião 70 a.C.
  • O Império Romano dependia de um exército forte e bem organizado, que realizava as campanhas de expansão e defendia as fronteiras.
  • Os legionários eram à base do exército romano; a maioria deles eram voluntários.
  • Para entrar no exército era imprescindível ser cidadão romano. O exército estruturava-se em legiões de seis mil soldados, cada uma dividida em dez cortes.
A religião romana
  • Religião romana formada combinando diversos cultos e várias influências. Crenças etruscas, gregas e orientais foram incorporadas aos costumes tradicionais para adaptá-los às novas necessidades do povo.
  • O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizadas festas, jogos e outras cerimônias.
  • Os cidadãos, por sua vez, buscavam proteção nos espíritos domésticos, chamados lares, a quem rendiam culto dentro de casa. O Edito de Milão de Constantino estabeleceu a liberdade de culto aos cristãos, encerrando as violentas perseguições. No século IV d.C., o cristianismo tornou-se a religião oficial, por determinação do imperador Teodósio.
A cidade de Roma no século I a.C.
  • No século I a.C., Roma passou por uma transformação espetacular, tornando-se uma cidade repleta de confortos, com casas comerciais, jardins e edifícios monumentais.
  • Construíram-se numerosas residências e locais de diversão – como o Coliseu –
  • Feitas grandes melhorias no sistema de esgotos e nos aquedutos da cidade.
Maquete de Roma antiga

A arte romana
  • Inspirada no modelo grego, a arte romana incorporou as formas e as técnicas de outras culturas do Mediterrâneo.
    Roma destacou-se na arquitetura com grandes edifícios privados e públicos.
  • Privados, incluem-se as casas e as residências coletivas.
  • Públicos dividem-se em religiosos (templos), administrativos e comerciais (basílicas) e lúdicos (teatro, anfiteatro e circo).
  • O espírito prático de Roma reflete-se no urbanismo e nas grandes obras de engenharia, como estradas e aquedutos.
 

REPÚBLICA: 509 a.C. – 27 a.C.

  • Definição: res + publicus: “coisa do povo”
  • Estado: bem público.
  • Função: bem comum.
  • Ruptura com a estrutura monárquica (Estado = Rei).
  • Estrutura administrativa do aparato estatal.
  • Não é democrático (participação censitária).
  • Principal Característica: Lutas sociais (Patrícios X Plebeus).
  • Questão Agrária.
· Reformas Legislativas:
494 a.C.: Greve geral dos Plebeus (Monte Sagrado).
490/471 a.C.: Criação dos Tribunos da Plebe.
  • 10 plebeus.
  • Poder de veto sobre o senado.
450 a.C.: Decênviros:
  • Criação da Lei das XII Tábuas.
445 a.C.: Lei Canuléia:
  • Fim da proibição de casamento entre patrícios e plebeus.
367 a.C.: Lei Lícinia-Sextia:
  • Divisão das terras conquistas entre os plebeus.
  • Exigência de um cônsul plebeu.
367 a.C.: Fim da escravidão por dívidas.
284 a.C.: Lei Hortênsia:
  • Os plebiscitos passam a ter poder de lei.
Problema: como conseguir mais escravos com a proibição da escravidão por dívidas?
Solução: expansão militar.
Guerras = prisioneiros de guerra = escravos (bárbaros).
PROJETO: Mare Nostrum (conquista do Mar Mediterrâneo).
 

· 264-164 a.C.: Guerras Púnicas: Roma X Cartago.

  • Três guerras.
  • Vitória romana.

· Conseqüências:

  • Expansão territorial: latifúndios (Patrícios/Generais = donos de terras).
  • Aumento do Escravismo: Êxodo rural.
  • Colonialismo: abastecimento e controle da inflação.
  • Empobrecimento dos plebeus.
131-121 a.C.: Tentativa de Reforma Agrária.
  • Irmãos Gracos

     

  • Tibério e Caio Graco

  •  

  • Irmãos Graco: tribunos da plebe. 

 

131-132 a.C.: Tibério Graco: autor da Lei Agrária.

  • Divisão do Ager Publicus (terras conquistadas/fronteiras)
  • Limite de terras: 310 hectares.
  • OBJETIVO: reduzir a pobreza e ocupar as fronteiras (proteção).
  • Descontentamento de patrícios e generais.
  • Assassinato de Tibério.

123-121 a.C.: Caio Graco:

  • Recoloca em votação a Lei agrária.
  • Cria a Lei Frumentária:
  • Subsídio estatal ao preço do trigo.
  • OBJETIVO: reduzir o preço do pão.
  • Oposição: patrícios e generais.
  • Caio se suicida após um golpe de estado fracassado.
121-110 a.C.: Revoltas Plebéias.
  • Descontentamento com a falta de terras e direitos políticos por parte dos plebeus.
  • Partido Aristocrático X Partido Popular.
  • Guerra Civil / Instabilidade social.

110-79 a.C.: Ditadura.

Objetivo: controlar as revoltas plebéias.
  • Ditadores: generais que aproveitam o contexto de instabilidade social para permanecerem no poder além do tempo permitido pela Ditadura (seis meses).

1º Ditador: General Mário (110-86 a.C.):

  • Retira o poder do Senado.
  • Abertura do exército aos plebeus (profissionalização do exército).
  • Criação do soldo: pagamento de salarium para os soldados por parte dos generais.
  • Aposentadoria militar: terras aos soldados que cumprissem 25 anos de serviço.
  • Vínculo: generais + soldados (plebeus).
  • Manteve o poder pela violência falece em 86 a.C.

2º Ditador: General Sila (82-79 a.C.):

  • Apoiado pelos patrícios.
  • Persegue os seguidores de Mário.
  • Conservador, restaurou o poder ao Senado.
  • 79 a.C.: aposentadoria de Sila = fim da ditadura.

73-71 a.C.: Revolta dos Escravos.

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  • Líder: Spartacus.
  • Exército: controla a revolta através do comando do General Crasso.
  • Resultado: fortalecimento do exército e da posição de comando dos generais sobre a República.

70 a.C.: Eleição de dois generais para os cargos de Cônsules:

  • Crasso
  • Pompeu (controlou a revolta de Sertório).

69 a.C.: Revolta patrícia de Catilina: visava restaurar o poder do Senado.

Crasso e Pompeu: aliam-se a Júlio César, sobrinho e herdeiro do General Mário.
OBJETIVO: ganhar apoio dos plebeus.
RESULTADO: criação do Triunvirato (três generais no poder).
 

60-31 a.C.: Triunviratos:


1º Triunvirato (60-49 a.C.):

  • Júlio César (plebeus) + Pompeu (patrícios) + Crasso
54 a.C.: Morte de Crasso.
54-49 a.C.: Júlio César X Pompeu.
Vitória de César (Batalha do rio Rubicão).
Julio Cesar
 

49-44 a.C.: Principado de César:

  • Centralização do poder na figura de César.
  • Títulos obtidos: Cônsul vitalício, 1º Cônsul, Ditador Perpétuo e Princeps (1º cidadão).
  • Oposição dos patrícios: assassinato de César em 44 a.C.
RESULTADO: oposição da plebe e do exército ao golpe patrício.
 

2º Triunvirato (44-31 a.C.)

  • Marco Antônio (plebeus) + Otávio (patrícios) + Lépido.
33 a.C.: Lépido é afastado do cargo de Triunviro por Otávio.
33-31 a.C.: Marco Antônio X Otávio.
  • Questão do Egito: oposição do exército romano à aproximação de Marco Antônio com Cleópatra.
  • RESULTADO: vitória de Otávio (Batalha de Actium).
31-27 a.C.: Principado de Otávio
Imperador Otavio
Centralização de poderes nas mãos de Otávio.
Títulos obtidos:
  • Princeps Senatus (1º senador);
  • Tribuno da Plebe;
  • Sumo Pontífice;
  • Imperator (chefe supremo do exército)
Augustus (deus vivo).

27 a.C.: Otávio Augustos: 1º Imperador Romano.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Creta vídeos

Creta uma ilha no Mediterrâneo, dominou todo o Mediterrâneo, antes dos gregos.

mapa creta minoana
A posição igualitária da mulher uma visão inovadora na Antiguidade.
creta-laparisiense Pela visão moderna essa imagem é conhecida como a parisiense, significando a elegância da moda cretense.
Deusa Cretense Deusas mulheres, seios expostos.
Os Cretenses, comerciantes, arquitetos, grandes palácios, estrutura sanitária, a base da civilização de onde os gregos se basearam.
O Rei Minos, o Labirinto o palácio de Cnossos (ou Knossos), morada do mítico Minotauro, a lenda de Teseu e o fim do domínio cretense.
labirinto-de-knossos O palácio de Cnossos visto pelo satélite.
knossos_entry Ruinas restauradas da entrada do palácio do rei Minos
Palacio Cnossos recriação Recriação do Palácio de Cnossos
Tróia a Guerra entre gregos e troianos, o Cavalo de Tróia. Os poemas de Homero, a ilíada e a Odisseia
Reveja nesses vídeo do Tele Curso Segundo Grau
Tele Curso Creta 1



Tele Curso Creta 2

Civilização Cretense e Micênica

Creta Micenas
A origem da civilização grega está intimamente ligada à ilha de Creta, ao sul do Mar Egeu. Nessa ilha, com 258 km na parte mais larga, se desenvolveu uma sociedade voltada ao comércio com as regiões vizinhas, em especial com o Egito.
Creta exerceu domínio sobre a Grécia continental.
Até hoje alguns pesquisadores discutem se a civilização cretense chegou a ser uma unidade política, governada por um lendário rei chamado Minos, ou se predominou a fragmentação em vários reinos.
Outro aspecto a ser destacado é o privilégio de que desfrutavam as mulheres cretenses, desconhecido em outras sociedades da Antiguidade. Como decorrência disso, a religião mostrava a tendência matriarcal dessa sociedade na figura da Grande Mãe, sua principal divindade, particularidade distinta de outras culturas do período em que era comum o predomínio de divindades masculinas.
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Palácio de Knossos – Creta
No século XV a. C.,um grupo de invasores formado pelos aqueus, povos do norte da Península Balcânica, foi responsável pela queda de Creta e pelo advento da civilização micênica, na qual essa era o centro.
Tanto os dórios quanto seus antecessores, os aqueus, os eólios e os jônios, faziam parte do grupo humano lingüístico denominado indo-europeu, que alcançou a Península Balcânica entre 200 e 1200 a.C.

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Micenas, a Porta dos Leões.
Os dórios impuseram um violento domínio sobre toda a região da atual Grécia, causando não só o fim da civilização micênica, mas também o deslocamento de grupos humanos da Grécia continental para as ilhas do Egeu e o litoral da Ásia Menor, em processo conhecido como Primeira Diáspora Grega
Veio a decadência, cidades foram esvaziadas, provocando o colapso comercial e cultural, o que quase ocasionou o desaparecimento da escrita na região.
Acabaram por obrigar os diversos povos que lá habitavam a deixarem o que ainda existia de vida urbana e comercial para se dedicarem as atividades rurais.

A Teoria do cataclisma do ilha de Santorini

Vulcão da ilha Santorini causa catástrofe a cada 20 mil anos
 
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Parte da cratera do super vulcão e a ilha de Santorini
ATENAS - O vulcão da ilha grega de Santorini (Tera), no sudeste do Mediterrâneo, provoca uma catástrofe a cada 20 mil anos, segundo estudos científicos publicados pelo jornal ateniense Ta Nea. A última erupção em Santorini, em 1613 a.C., classificada como a maior dos últimos 10 mil anos, lançou à atmosfera 150 milhões de toneladas de minerais e trouxe à região do mar Egeu um inverno antecipado. Tais conclusões são de cientistas gregos do Instituto de Pesquisa Geológica e Metalúrgica (IGME) e do Centro de Pesquisa Marítima Grega (ElKEZE), que, junto a seus colegas da Universidade de Rhode Island, nos EUA, realizaram pesquisas no fundo da caldeira do vulcão.
A grande erupção em Santorini ocorreu em quatro fases e, com a formação da caldeira, provocou um maremoto com ondas de 20 metros de altura, que atingiram inclusive as costas da Ilha de Creta e destruiu completamente as ilhas existentes num raio de 50 a 60 quilômetros, segundo os cientistas.

http://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/civilizacao-cretense-micenica.htm
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/03/17/294972839.asp

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Império de Alexandre

 
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O Helenismo.
 

Leu o resumo da Grécia?

Agora veja o vídeo: Construindo Um Império - Grécia - A Era de Alexandre (Parte 1)
Está no YouTube em partes assim que terminar a 1ª. aparecerá a próxima.
Veja Felipe II, a falange macedônica, as conquistas de Alexandre, a difusão da cultura grega.
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Reconstituição do rosto de Felipe II
Construindo um Império - Grécia: A Era de Alexandre (THC)

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As conquistas de Alexandre

clip_image007  Título Original: Engineering an Empire
Gênero: Documentário | Histórico
  Ano de Lançamento: 2006
  Duração: 45 min
  País de Produção: EUA
  Produção: The History Channel
Sinopse:
No passado, poderosos impérios foram forjados do nada, até adquirirem grande poder. Junte-se a Peter Weller, ator e professor da Universidade de Syracuse enquanto ele viaja pelo mundo para mostrar os feitos de engenharia que levaram a ascensão de algumas das maiores civilizações conhecidas pelo homem. De Roma ao Egito dos faraós, da Grécia a Cartago, dos Astecas aos Maias e mais, este programa do History Channel usa técnicas de computação gráfica para explorar a arquitetura, a política e a glória cultural dos maiores impérios do mundo.

Episódio: GRÉCIA - A ERA DE ALEXANDRE
Depois da construção do Parthenon, no século V, a Grécia antiga alcançou seu maior esplendor. Tinha avançado em direção à democracia e alcançado os maiores índices culturais e artísticos do mundo na sua época. Mas a possibilidade de expansão da Grécia até o momento havia sido limitada por guerras civis. Seria necessária a vontade e a visão de um homem, Alexandre Magno, para expandir os limites do império até a Pérsia e Egito.
Dados do Arquivo:
Tamanho: 274 Mb
Formato: AVI
Qualidade: HDTV Rip
Audio: Português / Inglês
Divirta-se!