sexta-feira, 25 de março de 2011

Como estudar história

1- Situe o fato no tempo e espaço: Saber quando e onde ocorreu determinado fato histórico é condição elementar para saber história.
2- Analise o contexto histórico: contexto histórico é o conjunto de acontecimentos que cerca o fato em questão. É o ponto mais importante do roteiro, pois mostra que não existem fatos isolados. A noção do contexto histórico rompe com a decoreba de conteúdos.
3- Conheça os antecedentes: antecedentes são as causas de determinado fato histórico, e estão interligados ao contexto histórico. As causas permitem entender os motivos que levaram ao fato.
4- Compreenda o fato: isto é, entenda o evento propriamente dito, através de suas características e seu significado histórico.
5- Perceba os seus desdobramentos: desdobramentos são as consequências do fato estudado. Conhecer as consequências permite estabeleceremos um gancho para analisar o próximo fato histórico.
Aplicação
Exemplo de aplicação deste roteiro:
a) Fato Histórico: Primeira Guerra Mundial.
b) Espaço e Tempo: Europa, de 1914 a 1918.
c) Contexto Histórico: Imperialismo, Política de Alianças, Paz Armada.
d) Causas: Disputa de mercados imperialistas, Divergências político-econômicas, Revanchismos, Nacionalismo.
e) Evento: A guerra, O início, Blocos militares em conflito, Etapas, O término.
f) Consequências: Tratado de Versalhes, Fim da hegemonia européia, Surgimento de novas nações, EUA como potência mundial, Criação da Liga das Nações, Revanchismo alemão, Fortalecimento do nazi-fascismo.
Professor Eustáquio Vidigal.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pré-História Resumo

Pré-HISTÓRIA: 4.500.000 a.C. – 4.000 a.C.
1. COMO ESTUDAR?
• Arqueologia
• Antropologia.
• Química (Carbono 14).
• História.
2. DEFINIÇÃO
• HISTORIOGRAFIA CLÁSSICA:
– Visão positivista da História.
– Teleologia (evolucionismo linear).
– Critério divisor: ESCRITA.
– DATA: aprox. 4000 a.C.
2.1. DEFINIÇÃO CONTEMPORÂNEA
• Evolução Biológica.
• Evolucionismo X Criacionismo.
• Evolução Cultural.
• CULTURA:
– Capacidade de apreensão de conhecimento.
– Transmissão para gerações futuras.
• PRÉ-HISTÓRIA: Evolução Cultural e biológica do homem.
3. LOCALIZAÇÃO
• LOCAL DE ORIGEM: África Central/Ásia Central.
• CLIMA: favorável ao desenvolvimento (temperaturas mais elevadas X glaciação).
4. REGIÃO DE FORMAÇÃO DAS 1ªs CIVILIZAÇÕES:
• Oriente Próximo = Índia Ocidental
• Mediterrâneo/Nilo.
4.1. HOMEM NA AMÉRICA
• MIGRAÇÃO: África/Ásia/Europa/América
• Teoria da Beríngia (Alóctone X Autóctone).
• Última glaciação (auge = 16.000 a.C.).
• Congelamento do Estreito de Bering
5. IDADE DA PEDRA
Culturas pré-literárias.
• Cobre aprox. 95% da história humana.
• É subdividida em:
- Paleolítico (“Pedra Velha” ou “lascada”);
- Neolítico (“Pedra Nova” ou “Polida”).
• CRITÉRIO:
– Técnica de produção de utensílios.
5.1. PERÍODO PALEOLÍTICO
• Período: aprox. 500.000 a.C – 10.000 a.C.
• Subdivisão: Paleolítico Inferior e Superior.
5.1.2. PALEOLÍTICO INFERIOR
• Cobre 75% do período.
• Desenvolvimento de espécies humanas:
a. Australopithecus.
b. Homo Habilis
c. Homo Erectus (Pitecanthropus)
d. Sinanthropus Pekinensis (homem de Pequim).
e. Homem de Fontechévade (França)
f. Homo neanderthalensis (Vale do Neander, próximo a Düsseldorf/Alemanha).
5.1.2.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PALEOLÍTICO INFERIOR
• Economia coletora:
– Caça, pesca e colheita natural.
• Nomadismo;
• Organização social: clãs (famílias) com relações endogâmicas.
• Pequenos grupos: máximo de vinte a trinta membros.
• Não dominavam a produção de fogo.
5.1.2.2 PALEOLÍTICO SUPERIOR
• Rituais funerários;
• Divisão sexual do trabalho;
• Moradia: clareiras, cavernas;
• Desaparecimento do Homem de Neandertal.
• Aparecimento do Homem de Cro-Magnon (França).
• Desenvolvimento do telencéfalo.
• Adoção de outros materiais além de pedras, madeira e ossos na fabricação de utensílios.
• Construção de agulhas de osso, anzóis, arpão, lança-dardos, remos, arco e flecha, botões (uso de roupas de pele de animais).
• Utilização de objetos de adorno (brincos, colares).
– Senso estético / pensamento abstrato.
• Aprox. 50.000-30.000 a.C.: Domínio do fogo.
• Processo de cocção dos alimentos.
• Redução do nomadismo.
• Desenvolvimento da pintura rupestre (formação de uma classe de artífices).
Magia Simpática: imitação do resultado desejado para alcançá-lo.
• Início do sistema de contagem (ossos com marcas horizontais progressivas).
• Produção de estátuas.
• Ausência de cerâmicas e arquitetura (sem desenvolvimento da olaria).
5.2. PERÍODO NEOLÍTICO
• Utilização de instrumentos de pedra polida.
• Características Gerais do Neolítico
• Aprox. 10.000 a.C.: Revolução Neolítica (Agrícola)
– Agricultura irrigada.
– Economia produtora.
– Sedentarização próxima aos rios.
• Domesticação de animais (rebanhos).
• Desenvolvimento de tear e da olaria
• Crescimento populacional
– Aumento da oferta de alimentos.
• Divisão social do trabalho (agricultura).
• Aprox. 8.000 a.C.: Revolução Urbana
– Formação das primeiras cidades
– Relações exogâmicas.
– Poliandria (mulher+com dois ou mais homens)/
Poliginia (homem + com duas oumais mulheres)
• Construção de palafitas.
• .
• Inicio da utilização de metais em estado bruto (cobre e metais maleáveis).
5.2.1. IDADE DOS METAIS: aprox. 6000 – 1500 A.C.
• Aprox. 6.000 a.C.: Desenvolvimento da Metalurgia
• 6.000-3.000 a.C.: Cobre e Estanho
• 3.000-1.500 a.C.: Bronze (Cobre+Estanho)
• 1.500 a.C.: Ferro.
• Formação dos primeiros Estados com função organizativa e militar.
• ESTADOS:
– Território definido.
– Poder Reconhecido.
– Língua/Cultura (Nação).
– Monopólio do uso da força física.
• Noção de PODER (econômico+político)
• Aprox. 4.000 a.C.: Aparecimento da escrita.
FIM DA PRÉ-HISTÓRIA

quarta-feira, 2 de março de 2011

Retornos do Educador

 

 

eco-participaçao 2Playing For Change Song Around the World 

Ser professor (a) é uma atividade solitária.

Você tem algum conteúdo, informação, interesse ou mesmo paixão por algo e quer compartilhar. Transmite e aguarda como foi sua ação. Aguarda…

O educador doa e recebe. É assim que se suplanta, informa-se e torna-se um melhor educador.

Quando há troca entre educador e “alunos”, não há mais essa divisão. Educador e aluno passam a ser ao mesmo tempo educadores e alunos, aprendendo a vida, compartilhando e curtindo.

Recebemos um presente, uma informação a ser compartilhada, um e-mail da Bruna Vital, participante do  clip_image001, na Educafro Núcleo de Santo Amaro, realizado na Sub sede dos Sindicato dos Químicos.

Aluna tornou-se educadora. Com o retorno da Bruna aprendemos. Reproduzo os e-mails:

Hello teachers!

Depois da aula de canto do domingo, lembrei de um projeto ótimo chamado Playing for change...

É um documentário no qual o diretor viaja o mundo inteiro para mostrar que, apesar das diferenças culturais, guerras, etc.. a música conecta as pessoas. Ele saiu gravando vários artistas de rua pelo mundo (todos cantando em inglês, a mesma música) e um dos resultados é esse vídeo abaixo:

Só pra vocês conhecerem, já que nosso projeto também nos conecta ao mundo. E também porque eu adoro dividir coisas boas... rsrs

Bruna Vital

 

Bruna muito Legal teu e-mail!

Nos entusiasma vendo seu interesse.

Nos faz importantes porque estamos contribuindo com algo para você.

É muito bom quando as pessoas se pronunciam. OBRIGADO!

Posso colocar teu e-mail no blog???????

Hugo

 

Olá Hugo!!!

Que bom que gostou... acho o máximo a energia de vocês, por isso acredito no projeto. E pode colocar no blog sim, vamos espalhar as coisas boas!

Obrigada!!!

Bruna Vital

 

Playing For Change Song Around the World

 

 

Kisses and Hugs

clip_image002Teacher Josiani &clip_image004Hugo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Movimento Educacional Popular: Projeto Falar Inglês

Quixote21
Fala-se muito da geração Y, começa-se a discutir-se em educação a geração Z.
Denominações das gerações em relação à chegada da Internet. Fala-se como se fossemos estrangeiro indo para um novo país. Há os nascidos no país (ou “época da internet”), há as crianças que se mudaram para lá e há os estrangeiros como eu...
Minha geração já foi classificada como a Geração Baby Boomer, numa tradução livre, Explosão de Bebês. Refere-se aos filhos da Segunda Guerra Mundial, após a guerra houve uma explosão populacional. Na prática consideram como os Baby Boomers, os nascidos entre 1946 e 1964, separados em duas gerações.
Hoje quase ninguém se lembra dos efeitos da Segunda Guerra no Brasil. Para simplificar digo que sou da Geração R. E afirmo logo em seguida “R” de rádio, quando nasci não havia televisão.
E afirmando uma identidade de geração, digo que sou um ano mais velho que nossa Presidenta Dilma. Somos da “Geração R”.
Nós da Geração R (de rádio), tínhamos e temos horror a aprender uma língua estrangeira. Nos meu tempos de moço ( como uma antiga canção “já fui moço, já gozei a mocidade...), quem falasse inglês era um traidor da pátria! Logo classificado pelas então “Patrulhas ideológicas” com um “ENTREGUISTA”. Dicionário da Geração do Rádio: Entreguista aquele que entrega o país aos capitalista norte-americanos.
Pisar na YMCA Associação de Moços, era sinal de “conluio” com os agentes imperialistas. Tomar Coca-cola veneno colonizador para afetar a mente. E tantas e tantas...
Vivemos num país monoglota, durante a Segunda Guerra, foram instituídos no Brasil, campos de concentração. Alemães, japoneses e seus descendentes, foram encaminhados á campos de concentrações. Não tiveram os horrores dos campos de concentração da Europa. Mas falar uma língua estrangeira, era um indício de “quinta-coluna”, como eram chamados os estrangeiros “espiões”.
Depois de 1964, com a “Revolução Redentora”, com a 4ª. Frota dos Estados Unidos pronta a agir, também se tornou suspeito ou inconveniente falar espanhol. Razão Cuba era uma frente aos Estados Unidos, pequena ilha, ao lado dos Estados Unidos.
Imagine um país de tamanho continental, opondo-se e unindo-se aos posicionamentos do Comandante Fidel e Che Guevara. Falar espanhol tornou-se subversivo. Filmes mexicanos, novelas, guarânias e tangos sumiram do nosso horizonte cultura.
Cantava o Belchior: “...um tango argentino me faz bem melhor que o Blues”.
Sem falar da expulsão dos jesuítas, e proibição de falar tupi (a língua geral) pelo Marques de Pombal. Talvez com os colégios jesuítas seriamos um povo bilíngüe, como nossos hermanos da America Latina.
Hoje nesse país virtual da internet, quem não fala uma língua globalizada é analfabeto.
Espanhol com mais falantes que o inglês no mundo. O Inglês com mais capacidade de expansão e difusão em função de sua cultura de cinema e shoppings centers, tornam-se as línguas globalizadas.
clip_image002Estamos lançando como forma de vencer essa dificuldade dos Monoglotas brasileiros, um Movimento Educacional Popular. Coisa de Don Quixote e Sancho Pacho, L´Armata Brancaleone, mas está indo para seu terceiro ano de tentativa.
Hoje um projeto piloto, para ser difundido e executado:


clip_image003Eco - Centro de Estudos Experiência Comunitária
Parceiro da Atividade: Educafro Núcleo Consciência Negra Santo Amaro

Movimento Educacional Popular: Projeto Falar Inglês
· Aprender a língua.
· Vivenciar a aprendizagem.
· Compartilhar – Multiplicadores na comunidade.
Metodologia: Simple English – Inglês Globalizado
No mundo atual discute-se a visão de uma língua global, não apenas a visão dos diferentes tipos de inglês, o inglês regional. Mas uma língua geral, uma língua global de comunicação.
· Simple English.
· Globish Nerriere.
· Globish Gogate.
· Crazy English China.
Reuniões Projeto Falar Inglês – Atividades de falantes da língua inglesa com objetivos de troca de experiência, dados culturais, históricos.
Atividades culturais, festas, feiras, palestras, atividades musicais, passeios temáticos. Atividades orientadas vivências de situações específicas: Viagem, restaurante, compra.
Lúdico como meio de aprendizagem. Uma aprendizagem contextualizada, para fazer parte do cotidiano do aluno.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cleópatra a rainha do Egito

Há momentos em que personagens históricos reúnem diversos eventos. Cleópatra rainha do Egito traz essa marca. Descendente de Ptolomeu um dos generais gregos de Alexandre foi a amante, concubina, esposa de Cesar o general romano.
Nesse encontro de mundos, norte e sul, ocorre a transformação da Republica Romana em Império. A destruição da Biblioteca de Alexandria, amores ou busca de poder, o homem deus, ou o igual eleito pelos iguais...
Toda essa trama, nos remete hoje 2011, a queda dos governos árabes do Oriente Médio. Conhecer o Egito, o Rio Nilo e sua fartura, o que representou ao mundo europeu, o celeiro do mundo, é que o filme do Discovery nos traz: “Cleópatra a rainha do Egito”
Historia-Cinema-CleopatraARainhadoEgito
Sinopse:
Cleópatra tem sido tradicionalmente pintada como uma mulher cruel, promíscua e amante dos deleites da boa mesa e cama. Mas através de trabalhos de pesquisa histórica e arqueológica, este documentário mostra Cleópatra mulher monogâmica que amou os únicos dois homens com quem se envolveu em toda sua vida. Mãe devotada de quatro filhos, prevendo a chegada de sua morte, planejou o salvamento e sucesso de suas crianças. Finalmente, você conhecerá uma rainha dedicada e piedosa, devotada e preocupada com o sustento daqueles que governava. Através de recriações dramáticas e fotográficas surpreendentes de sites egípcios e romanos, este documentário conta a verdadeira história de Cleópatra e a ardilosa vitória pela qual toda sua vida lutou, em nome de seus filhos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

História Geral VESTIBULAR

O que poderá cair no vestibular??????
Primeiro veja as provas onde você irá prestar exame. É a forma de você se habituar, com o exame que você irá enfrentar.

Há muitos sites com dicas, e resumos de matérias. Hoije colocaremos as matérias do site Uol Vestibular. São resumos referentes aos temas.
http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/historia-geral/

HISTÓRIA GERAL

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O melhor Show da Leci Brandão!

Quem sou para julgar samba? Mas sem dúvida assisti ao melhor show da Leci Brandão, no dia 14 de novembro do ano passado.
Nem fomos para assistir shows, era uma reunião da Educafro no centro de São Paulo, entidade presidida em pelo Frei David, no centro da cidade. Rua Riachuelo uma rua que sai do lado da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e desemboca na Praça da Bandeira.
Era a comemoração da semana de Zumbi, um domingo dia 14 de novembro, fomos para um auditório que deve fazer parte do Convento do Largo São Francisco, bem na parte de trás do Largo.
Auditório lotado, com alunos da Educafro de várias partes de São Paulo. A Educafro é voltada para oferecer cursinhos pré-vestibulares para aluno carentes e afro-brasileiros. Sua missão é promover a inclusão da população negra e pobre nas universidades publica e particulares, com bolsas de estudos, através do serviço de seus voluntários/as nos núcleos espalhados pelo estado de São Paulo.
Temos desenvolvido (Josiani minha mulher e eu) um serviço de voluntários nesse projeto social. A comemoração era uma reflexão com eventos culturais e conscientização, do que é ser negro/a no Brasil.
Vários grupos de música formados por alunos das universidades. Uma festa de confraternização. De repente uma agitação no meio da platéia. Um rosto conhecido, era o sindicalista, ex-presidente da CUT Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho do PT, atualmente reeleito deputado federal.
Vicentinho
Conheço Vicentinho, há mais de 15 anos quando participamos nos Estados Unidos, da elaboração da criação do INSPIR - Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial. Em 1.995 as três maiores Centrais Sindicais, criaram o Instituto para combater a discriminação no mercado de trabalho.
O mesmo jeito moleque, sorriso aberto, carinhoso com os inúmeros apertos de mãos abraços, Vicentinho atendia a todos. Com a mesma disposição mostrada, na Marcha até Brasília, no tricentenário da morte de Zumbi. Cabeças raspadas, de São Paulo até Brasília, caminharam os companheiros da liberdade negra, na defesa dos direitos humanos, combate ao racismo e a todas as formas de discriminação.
Logo foi chamado no palco. O apresentador o próprio Frei David, com uma energia, e Frei Davidalegria. Conduzia grupos musicais misturando, música gospel (alunos de igrejas protestantes) com música samba de raiz. 
De repente anunciam e aparece no palco o grupo de músicos que acompanham Leci Brandão. Gritos entusiasmados no auditório lotado. E entra Leci, dançando aos orixás, sinuosa, linda como toda filha incorporada. Uma senhora canja dos músicos.
Faz uma homenagem á sua mãe, que partiu tornando-se encantada. Mulher pobre,Leci Brandão sofrida, que não teve oportunidade de ver sua filha (Leci Brandão), eleger-se deputada estadual pelo PC do B de São Paulo. Fazendo uma homenagem à sua mãe, homenageava todas as mães que se sacrificaram para fazer seus filhos cidadãos integrados no país criado, por mãos e pés de escravos.
Por que falo tudo isso? Li no final de dezembro uma biografia de Leci Brandão (“Leci Brandão é Samba pra valer” no blog do Guará Matos, jornalista carioca http://afogandooganso.blogspot.com/search/label/Cultura ), o texto mostrava o valor da carreira da sambista carioca.
Ficou meio entalado na garganta. Descobri que tinha certa ressalva contra a sambista carioca Leci. Sou nascido em São Paulo, filho de pais migrantes, minha mãe era carioca como a Leci. Não entendo muito de samba, mas tive a honra de desfilar no carnaval, em plena Avenida São João.
Ouviu o samba nas madrugadas no Bexiga, sabe das diferenças e rixas, entre o samba de São Paulo e o Rio de Janeiro. Brigas entre cordão e escolas de samba. Vi sempre como uma invasão da Rede Globo. Leci comentarista das comunidades do Rio aqui em São Paulo?
Nada como viver e descobrir que você estava errado.
Na Educafro, descobri a Leci, que meus olhos tampados não viam. Uma companheira, unindo corações, juntando fé católica, protestante e a base das religiões o candomblé. Uma militante guerreira.
Bati cabeça, sua música me ergueu do chão, dancei, cantei, comemorei. Um ritual, com emoção,o melhor show da deputada Leci Brandão.
Vicentinho do PT ex-aluno da Educafro hoje advogado, Leci Brandão do PC do B, eleitos deputados foram na Educafro cumprir a promessa se eleitos voltariam para agradecer os votos. Cumpriram a promessa e vão estar presentes na luta por melhores condições de vida de pobres e negros.
Lembrei-me de um verso de uma poesia, “O que é um negro?” publicada no 1º. da coletânea dos Cadernos Negros em 1.978 http://recantodasletras.uol.com.br/prosapoetica/2658086.
“... Caras pretas pedem: “Votem!”
“Para podermos subir. ”
Mas o que fazem?
Senão sempre pedir!”
Hoje em 2011, vejo muita mudança. Um sentido de luta continuada gera frutos. Educafro formando universitários, deputados comprometidos eleitos. Realizações dão o sentido da sua participação.
Velho militante senti um cisco no olho...